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No passado domingo, na Colômbia, a terceira maior economia da América do Sul, foi pela primeira vez eleito um presidente de esquerda - Gustavo Petro, de 62 anos, um revolucionário na juventude, exilado e mais tarde regressado para uma carreira política em que foi eleito senador, presidente da câmara municipal da capital, Bogotá e, agora, da República.
São agora três os países da América do Sul voltada para o Pacífico que no último ano viraram à esquerda. Depois do Peru (Pedro Castillo, de 52 anos) há um ano, do Chile (Gabriel Boric, 36 anos), há dois meses, a Colômbia.
Têm, todos, pela frente um enorme desafio. O de não desiludir os milhões se sul-americanos fustigados por décadas - séculos! - de pobreza e desigualdade, e os milhões onde, por todo o mundo, se acende uma luz da esperança sempre que por estas paragens alguém emerge das trevas. E o desafio da História, depois das tragédias - cada uma à sua maneira, mas todas trágicas - do Chile de Allende, de Lula, no Brasil, e da Venezuela.
Que, especialmente os novos presidentes do Chile e da Colômbia, declaradamente se não revejam nos regimes da Venezuela e de Cuba, é motivo de renovada esperança!
Boa tarde, Eduardo
ResponderEliminarBasta que uma qualquer medida do Governo não agrade ao dono do Quintal (Doutrina Monroe - a Amédrica latina é o quintal dos EUA) para que o caldo se entorne e vamos ter uma nova Venezuela e uma velha Cuba.
Zé Onofre
Boa tarde, Zé Onofre. É essa a História, na realidade. Diz o adágio que "a esperança é a última a morrer". Esta é ainda muita nova para morrer.
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