Vêm aí mais impostos! Pedro Passos Coelho – lui même – prepara-se para anunciar novidades, entre elas a forma como nos irá sacar o 13º mês.
Isto depois de nos ter acabado de dizer que para o ano a economia dava a volta. No mesmo preciso dia em que o INE revelava que a recessão se agravava – queda de 3,3% do PIB no segundo trimestre, para o período homólogo - e o desemprego (oficial) batia a barreira dos 15%.
Quando a recessão corre que nem um jamaicano em direcção à maior depressão do último século, o primeiro-ministro diz que estamos a um ano de sair da crise. Para, dois dias depois, vir o ministro da economia – o Álvaro, que já não quer fazer mais de bobo… do governo – dizer que não é bem assim. Que sempre ensinou aos seus alunos que “previsões macro económicas são previsões macro económicas”! Que “há sempre imponderáveis”
Quer dizer: o primeiro-ministro diz que está a luz está lá, no fundo do túnel, e o ministro da economia diz que, se lá está, não a vê. E que, se lá está, pode apagar-se!
Entretanto a troika está a chegar e, claro, vai servir de pano de fundo para o anúncio de mais impostos. Há sempre imponderáveis: apenas a morte e os impostos são certos. Cá, mais certos que em qualquer outro lugar do mundo!
E agora a direita vem queixar-se de que os impostos estão muito altos. A mim não me enganam porque eu não me esqueço. Direita nunca mais!
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