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O Benfica voltou a ganhar no Dragão e, sendo muito cedo - esta é apenas a décima jornada -, deu um passo importante rumo ao há tanto adiado 38.
Os primeiros instantes do jogo deram a indicação de um Benfica descomplexado, e pronto a discuti-lo sem medos nem receios. Passados esses primeiros minutos começou a surgir a esperada pressão alta do Porto, e como ela os primeiros passes falhados do meio campo benfiquista. Os primeiros dos muitos, de mais mesmo, que marcaram hoje o seu futebol. E o Porto conheceu então o único período de superioridade no jogo.
Foram cerca de 10 minutos, os últimos do primeiro quarto de hora, que se esgotaria com a única ocasião de golo, negado por Vlachodimos, numa defesa extraordinária.
A partir daí o Benfica passou a equilibrar o jogo e, depois da expulsão de Eustáquio, aos 27 minutos, a superiorizar-se em todos capítulos do jogo. E mereceria ter saído para o intervalo na frente do marcador, depois de duas ou três boas oportunidades de golo criadas, em especial aqueles dois remates aos ferros - Aursnes ao poste, e Rafa à barra.
Em vez disso, de sair a ganhar, saiu para o intervalo com uma carrada de amarelos para resolver. Até porque se sabia que, depois dos dois amarelos, em três minutos - quando o segundo deveria ter sido vermelho directo -, que ditaram a expulsão do jogador do Porto, naquele contexto, o segundo amarelo para cada um dos amarelados - João Mário, Bah, Enzo e Aursnes - seria uma questão de (pouco) tempo. Até porque o Porto já tinha em grande actividade todos os especialistas na pressão sobre o árbitro e nas simulações de faltas.
Avisado, Roger Schemidt deixou logo três deles no balneário. Apenas Aursnes continuou, e concluiu todo o jogo. E bem, com uma grande exibição.
A expulsão do Eustáquio, deixando o Porto reduzido a 10, condicionou o jogo. Mas os amarelos aos jogadores do Benfica não o condicionaram menos. Ao ficar órfão do futebol de João Mário e Enzo, o Benfica perdeu a orientação do seu futebol. E, na prática, ficou também a jogar com 10. Se Gilberto - que não esteve bem - ainda assim cumpriu, Draxler não existiu em campo. Saiu, lesionado, ao fim de 18 minutos, em que praticamente não tocou na bola. Dos três, apenas Neres, mesmo também amarelado desde cedo, teve verdadeira influência no jogo. Pelo que jogou, mas também porque, não fosse a superioridade numérica, não teria muito provavelmente entrado tão cedo.
Sérgio Conceição não fez alterações ao intervalo, e o Porto veio para defender. Com a equipa subida, mas a defender. E quando isso não fosse possível, então sim, lá atrás. E o jogo começou a correr-lhe de feição, até porque na sala de máquinas do Benfica não estavam nem Enzo, nem João Mário. As poucas ocasiões em que poderia marcar iam sendo desperdiçadas, e os jogadores começavam a acusar claro nervosismo. Viu-se em muitos deles, mas viu-se mais claramente no António - com o miúdo a acusar a perseguição que lhe foi movida nos últimos dias - e em Gilberto, que transformou um passe ao guarda-redes num remate que obrigou Vlachodimos a uma defesa complicada.
Percebia-se que se entrara numa fase do jogo em que o Porto começava a acreditar que até poderia ganhar o jogo. Percebeu-se logo a seguir que acabaria traído pela ambição. Ao adiantar-se no terreno deixava o espaço que o Benfica não tinha ainda encontrado quando só defendia. Lá atrás, ou mais à frente.
Espaço que é oxigénio do futebol de Neres e Rafa. Combinaram pela esquerda, lá surgiu finalmente o golo. Que o árbitro João Pinheiro anulou de imediato, mesmo que fosse por demais evidente que David Neres estava em jogo quando recebeu a bola, antes de a devolver para que o Rafa a rematasse para dentro da baliza. Valeu o VAR!
Nem com o golo a equipa tranquilizou. Pelas mesmas razões anteriores, mas porque, logo a seguir, Musa - que entrara por troca com Draxler - não matou o jogo, rematando por cima da barra uma bola que, a dois metros da baliza, só tinha que empurrar lá para dentro.
Sucederam-se faltas e livres nas proximidades da área do Benfica. E truques, dos habituais no Dragão. E mais amarelos... mas nunca para o Octávio. Que teria de ter sido expulso, não fosse isso uma impossibilidade.
Houve sofrimento até ao fim. Mas a bola só esteve realmente perto de entrar na baliza do Diogo Costa. Que teve ainda tempo de fazer uma defesa tão grande que até tirou a bola de dentro da sua baliza. Há VAR, mas não há tecnologia da linha de golo. Vá lá perceber-se por quê.
Claro que nestes jogos, mais que em quaisquer outros, o mais importante é ganhar. Logo a seguir, é ganhar bem. O Benfica ganhou, e ganhou bem. Não jogou bem, mas isso nunca é possível nestes jogos no Dragão. É tão impossível como o jogo acabar com imagens de fair play. Ou como Sérgio Conceição aceitar uma derrota!
É impossível não gostar de Roger Schmidt, ainda o jogo não tinha começado e já estava a dar uma lição ao treinador adversário, ao dirigir-se a ele para o cumprimentar, numa clara demonstração de educação e fair-play…Depois quando ao intervalo substitui 3 dos 4 jogadores amarelados, sendo que Enzo e João Mário são jogadores nucleares na estratégia do Benfica, Roger Schmidt dá provas de inteligência e coragem e é nesse preciso momento, que começa a ganhar o jogo.Quanto ao resto,confirma-se que normalmente os indivíduos de nome Otávio (com ou sem c), são desprezíveis e desprovidos de carácter. Que para estes jogos é importante nomear árbitros que não tenham confeitarias na cidade do Porto e que o Benfica está a trilhar o caminho certo rumo ao sucesso que a sua grandeza exige.
ResponderEliminarE Pluribus Unum
É fartar vilanagem
ResponderEliminarCampeões à 10ª jornada?
ResponderEliminarSimplesmente patético.
E PLURIBUS INUM;
ResponderEliminaresta VITORIA vai dedicada aos todos aziados ..como disse o NUNO? quem cospe para o ar
cai-lhe tudo no focinho ..BENFICA SEMPRE. RUMO AO 38 ...saudacoes BENFIQUISTAS
O Benfica defrontou o FCP mais fraco dos últimos 40 anos, sem fruta para dormir, rebuçados e café com leite, o rendimento da equipa não é o mesmo.
ResponderEliminarNiniguém é campeão à 10ª decima jornada, mas há quem quem seja ladrão desde a 1ª como se tem visto há vários anos.
ResponderEliminarOntem mais uma bola que entrou e não foi validada, o Baía também já teve uma com o Benfica.
O tempo dos Pratas, que corriam meio campo em marcha atrás assolados pelos jogadores do FCP, já lá vai. O ambiente para o SLB jogar na Antas é impossível de descrever. Intimidações etc, etc.
ResponderEliminarO desporto não é nada disto, só que deixou de ser desporto, para ser uma guerra empresarial, onde tudo vale para apresentar o melhor produto.
Agora que a narrativa do "ainda não tiveram um teste a sério" se esgotou naturalmente, vai voltar a conversa dos padres, das missas e do colinho...Mas deixá-los falar, o importante é o Benfica continuar invicto no cume da liga.
ResponderEliminarMarcha atrás pegas tu
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