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Não dá para cantar loas a esta exibição com que o Benfica cumpriu o último compromisso para o campeonato antes desta paragem para o Mundial ... do Catar. À parte aquela de Guimarães, no único jogo que até agora não saiu com a vitória, esta foi a exibição menos entusiasmante do Benfica neste campeonato.
Não gostei. E, pelo que se viu na sua expressão ao longo do jogo, Roger Schemidt também não.
A Luz estava praticamente cheia - mais de 57 mil - apesar da chuva. Entre eles estava o Sr Jaime Silva, que fez ontem 99 anos, e veio hoje à Luz ver o jogo, e receber o seu cartão de sócio número 1, herdado do Ti Emílio, que há pouco nos deixou. Mereciam mais, mereciam uma exibição na linha das últimas e, na mesma linha, uma vitória bem mais robusta.
O Gil Vicente chegava à Luz na condição de equipa intranquila e debilitada, mas também na da mais recente besta negra do Benfica. Aqui ganhara nos últimos dois anos.
Os primeiros cinco minutos serviram para ver o Gil não trazia a primeira cara. A equipa surgiu tranquila e sem sinais de debilidade, bem espalhada pelo campo todo, a pressionar alto. Como este tem sido um comportamento habitual nos adversários do Benfica, não dava para perceber se aquilo era a besta negra a mostrar a cara.
Passados esses primeiros cinco minutos passou a parecer que o Gil não estava fraco e débil, mas que também não tinha cara para besta negra. O Benfica chegou ao golo, num penálti cometido sobre Rafa, assinalado pelo árbitro Manuel Oliveira - que substituíra o Paulo Costa á última da hora - e convertido por João Mário.
À segunda entrada na área, na segunda jogada bem construída, e no primeiro remate, o Benfica marcava. Os árbitros já marcam penáltis a favor do Benfica. Os quatro neste campeonato já são mais que todos os assinalados nos últimos três. Mas têm preço, os penáltis a favor do Benfica.
O deste foi pago logo oito minutos depois. A bola roçou a mão imóvel de Otamendi, vinda da cabeça de Fran Navarro, ali à queima, Manuel Oliveira assinalou penálti - o VAR permaneceu mudo e quedo - e o ponta de lança espanhol restabeleceu o empate.
Aqueles oito minutos, entre os dois penáltis, foi o único período do jogo em que o Benfica foi igual ao que tem sido, com aquele futebol de encantar, rápido, pressionante e asfixiante. A partir daí, depois de pago o preço do penálti que parecia encaminhar as coisas para o seu rumo habitual, nunca mais o Benfica conseguiu dar continuidade ao seu habitual futebol.
Durante a primeira parte ainda conseguiu momentos desse futebol empolgante que é a sua imagem de marca. Mas nunca tiveram continuidade, eram como que solavancos aqui e ali. Um desses momentos rendeu o segundo golo, aos 36 minutos, com Gonçalo Ramos a empurrar a bola para a baliza depois do cruzamento de Neres ter ressaltado no guarda-redes do Gil.
Na segunda parte nem isso. Nem por momentos esse futebol assentou arraiais no encharcado relvado, mas sempre em bom estado, da Luz. De resto, a única semelhança entre a primeira e a segunda parte foram os piores períodos do Benfica, a entrada do Gil - mais ousado nos mesmos primeiros cinco minutos - e o oportunidade do terceiro golo. Precisamente aos mesmos oito minutos. De novo de Gonçalo Ramos, a isolar-se na lista dos marcadores.
É verdade que o Benfica criou oito oportunidades de golo, e que o Gil nem uma. Só fez até um remate na segunda parte, já nos descontos, e ao lado da baliza de Odysseas. Mas faltou-lhe quase tudo. Acerto nos passes, velocidade, intensidade. E até estratégia.
Na forma como decorreu, teria bastado ao Benfica ter-se aproximado do seu rendimento médio para tirar do jogo mais uma exibição empolgante, e um dos mais expressivos resultados do campeonato.
Com a equipa do Gil - que só naquele período entre os penáltis teve mesmo de se fechar lá atrás, a defender com todos - espraiada pelo campo, a deixar metros atrás da sua defesa, e a equilibrar a posse de bola, teria bastado ao Benfica tirar partido desse adiantamento para construir uma goleada das antigas.
Para isso teria ligar o chip da velocidade, que parecia estar avariado. Ter maior acerto nos passes. E maior concentração para evitar as inúmeras vezes em que os jogadores se puseram em posições de fora de jogo, anulando jogadas com a intervenção da arbitragem, ou obrigando o portador da bola a jogar para trás, inviabilizando transições rápidas.
Faltou tudo isso. E por isso a exibição não agradou. Nem o resultado, um simples 3-1. Poderemos estar mal habituados, mas esses são os hábitos que não queremos perder. Estamos exigentes, e é asim que tem que ser. E acho que o Roger Schemidt também o acha!
O Benfica voltou a deixar o Ferrari na garagem e desta vez veio a jogo de tuk-tuk, elétrico, por causa da COP 27. Foi um jogo insonso, assim um bocado ao jeito de “para quem é bacalhau basta”, com o devido respeito para com o Gil Vicente.
ResponderEliminarO Benfica fez 25 jogos em 3 meses, 8 jogos por mês, 2 jogos por semana, apesar de só ter defrontado adversários “fracos”, é natural que o cansaço se faça sentir e talvez o mundial seja um mal, que vem por bem.
O jogo valeu essencialmente pelo resultado, que permite manter uma diferença pontual confortável para o 2º classificado e pelo regresso em bom nível de Gonçalo Ramos, que bisou e foi o homem do jogo.
Já o Chiquinho continua a ser o homem mistério, vejo-o entrar e penso cá para mim; “vai Chiquinho, é hoje que marcas um golinho”…Só que entretanto deixo de o ver, desaparece, sem que se perceba onde está e o que é que anda a fazer. Roger Schmidt devia de o mandar fazer trabalhos de casa, tinha que escrever 50 vezes; “sou do Benfica e isso me envaidece, tenho a genica que a qualquer engrandece”…
E Pluribus Unum.
na segunta parte o benfica nao estava a jogar bem! quando o musa e o chiquinho, o benfica piorou? erro do treinador que ja o fez em alguns jogos..jogadores da equipaB como o araujo entre outros sao melhores do que eles ..E PLURIBUS UNUM ..
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