
O Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Miguel Alves, pessoa de confiança de António Costa, que o fora buscar para junto de si há apenas dois meses, demitiu-se. Finalmente, duas semanas depois de ter sido dado a conhecer que, enquanto Presidente da Câmara de Caminha, tinha pago 300 mil euros por uma obra que não existe, nem nunca existiu. Na primeira dessas duas semanas, não teve nada a dizer. Permaneceu mudo e calado, à espera que passasse. À segunda, como não passou, falou. Sem dizer nada mais que trapalhadas, sem esclarecer coisa alguma, e pior ficou.
Choveram pedidos de demissão de todo o lado, incluindo do próprio partido. Mas nada. Entendeu sempre que não tinha nada que se demitir. Não era por ser arguido que teria de se demitir. António Costa achava exactamente o mesmo. Ou mais, já que ao declarar que tinha conhecimento dos factos que lhe eram imputados, demonstrou que não os achou impeditivos de o levar para o aconchego do governo, para bem pertinho de si.
Um jornal divulgou que ele não era apenas arguido. Estava já acusado pelo Ministério Público do crime de prevaricação. A coisa mudara de figura e teria mesmo de apresentar finalmente a demissão. António Costa aceitou-a, dizendo "perceber bem": “Miguel Alves entendeu – e eu percebo-o bem — que, passando a haver uma situação de acusação, devia sair do Governo e exercer o seu direito de defesa. Quero dar-lhe um abraço e desejar-lhe felicidades”.
Que a acusação agora conhecida (numa tal "operação teia") não tenha nada a ver com a que levara toda a gente, incluindo - repete-se - a do partido que os une, a exigir-lhe a demissão, e seja apenas mais uma que veio ao conhecimento público, não tem importância nenhuma. Nem para um, nem para outro.
Se isto não é bater no fundo, já ninguém sabe onde ele está!
O costume.
ResponderEliminarA política é um poço sem fundo.
ResponderEliminarEste é só mais um caso entre muitos que se tornaram habituais em Portugal e no Mundo democrático e, cuja principal consequência reside na degradação da democracia.
ResponderEliminarSem dúvida que o Sec.Estado se deveria ter demitido ou ser demitido de imediato. Ou melhor nem ter sido convidado para a função, não acredito que o PM não conhecesse a história da personagem.
A mim pouco me interessa saber se isto se passa no tempo em que o PS é governo ou não porque, o procedimento ou melhor o encobrimento destas situações, são procedimento habitual de quem está no poder e da hipocrisia quando estão na oposição.
O que me dói mesmo é ver os empresários sempre lestos a pedir menos intervenção do Estado, mas mais apoios e menos impostos, mais flexibilidade laboral e depois é vê-los, sem pestanejar, nem vir a público defender a sua honra (se calhar também não a têm) como cidadãos, como empresários, como portugueses que exigem transparência, ética e rigor ao Estado, quando são apanhados nestas situações. Ou intentar processos judiciais contra jornais, jornalistas por denunciarem situações que, supostamente realizaram dentro da maior legalidade, mas intentam ações quando são preteridos em concursos públicos aos quais concorreram.
A democracia está em risco, não só por casos como este, que se passam com governos e os seus representantes, mas também pelo povo que temos que, não se importa nada com receber fundos indevidos. Como podem estes empresários falar em desbaratar dinheiro público.
Também não vejo as Associações Empresarias disto e daquilo, fazer qualquer crítica aos seus associados por estas práticas, nem expulsá-los das Associações a que pertencem.
É mesmo o país que, infelizmente, temos.
Nota Final, claro que não estou aqui a lançar suspeição sobre todos os empresários como também não estou a fazer em relação aos políticos, apenas e só a constatar o sentimento existente na população portuguesa, razão pela qual, considero que a democracia está em risco.
Fizeram a caminha ao Miguel Alves
ResponderEliminarO PHD Ricardo Moutinho é um claro exemplo do que é um verdadeiro empreendedor tuga. O tipo que se julga mais experto que os outros, com muitas conections e uma ambição desmedida de triunfar á pala dos otários ou das tetas do Estado.
ResponderEliminarConcordo em absoluto com o "Vagueando", acrescentando que estas situações junto a muitas outras que se conhecem, mais as que se não conhecem, mas suspeita-se, só contribuem para a existência de certos partidos extremistas de esquerda e de direita. E não é proclamando que vão acabar com eles que conseguem. Conseguem é dando o exemplo de honestidade e transparência democrática em todas as áreas, tanto no governo como na oposição.
ResponderEliminarDesde sempre que as autarquias são o cancro da administração pública. Infelizmente, este caso será apenas uma gota de agua no pântano da gestão autárquica e desengane-se quem pense está confinada a uma cor política. Mas no fim do dia, temos os políticos que escolhemos quando os elegemos, seja para um governo ou uma mera junta de freguesia. Este infeliz esqueceu-se que, ao ir para o governo, ia ter a vida toda vasculhada, o que no caso, nem foi preciso ir muito fundo para encontrar os podres.
ResponderEliminarCosta está a destruir Portugal e o futuro dos portugueses, hipotecando as novas gerações e não dando qq hipotese de melhoramento aos atuais pensionistas.
ResponderEliminarNão há investimento nacional, a Banca nacional, grandes empresas como CUF, Siderurgia, Cimentos, Sorefame, ANA, Lusoponte, Mague, Companhias de Navegação, Lisnave, TAP, ..... e muitas outras, foram destruidas.
Hoje continua por parte das esquerdas a perseguição ao empresariado nacional, investimentos estrangeiros teem outras regalias e legislação.
Acabar com estes simulacros de governos é um imperativo nacional!
Acordem!!!
O Costa está de mais. Quem diria que andava a amaciar a pombinha da catrininha, a viúva do genro do coiso...
ResponderEliminarO outro Costa é que diz.
E se ela agora está jeitosa, na versão viuva alegre...
ResponderEliminarDizer que "batemos no fundo" é um erro. Aos anos que dizem "batemos no fundo"
ResponderEliminarA realidade é que o fundo afastou-se, afundou-se.
Esta situação não é de agora nem é exclusivo da Família Socialista.
ResponderEliminarPortugal não tem elites, tem merdites que o andam a destruir.
Verdade, comparado com tudo isto a fossa das Marianas é uma brincadeira.
ResponderEliminara narrativa ( o post) colhe, mas nao é mais que bater no ceguinho. E ao invocar "bater no fundo" a narrativa fica prejudicada.
ResponderEliminarPara alem de que nao existem impolutos, concretamente nao existe nenhuma maquina que radiuografe os candidatos, amiude, repito, amiude a montanha resulta em rato...ou nem isso.
Se no início do século XXI foram mortos á queima roupa o rei e família em plena luz do dia, sem culpados nem julgados, tudo o que se passa dessa data em diante é pura "democracia"...
ResponderEliminarNo início do século XXI? Portugal é uma república desde 1910...
ResponderEliminarGoverno capitalista que defende os interesses de grandes empresas privadas como a GALP e a EDP. Mas depois há burros que vêm falar em esquerda...
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