terça-feira, 5 de dezembro de 2023

O novelo da novela

Marcelo defende que foi neutral perante contacto do seu filho sobre caso  das gémeas


O caso do tratamento das gémeas brasileiras condensa num único volume tudo o que é o funcionamento da sociedade portuguesa.


Na verdade em Portugal a "cunha" é uma instituição, a subserviência é uma forma de vida, o poder não precisa de ser exercido, basta ser exibido, e a política é um "salve-se quem puder" à custa dos jogos de palavras e de descaramento.


Ontem, o Presidente Marcelo - a última das personagens da cena política nacional que se imaginaria apanhado nestes enredos - deixando-nos a ideia, de que já desconfiávamos, que em televisão o humor é mais temível que o jornalismo de investigação (Marcelo "falou" logo no dia a seguir a Ricardo Araújo Pereira ter "pegado no assunto" para dizer o que sempre recusou à TVI/CNN), confirmou-nos tudo isso.  


Incluindo o desfaçatez de que ninguém o julgava capaz. De princípio a fim. Abriu a querer convencer-nos que o filho dele - ou de alguém - começa a falar com pai, seja do que for,  por "mail". Como se, mesmo que por absurdo, isso tivesse acontecido, não conhecêssemos todos o Marcelo para saber que seria ele próprio a pegar de imediato no telefone a perguntar-lhe o que era aquilo. E fechou a querer convencer-nos que, ao remeter aquele processo - já depois de ter circulado por todas as entidades competentes, e ter sido dado por encerrado em resposta do Hospital de Santa Maria - para o Gabinete de o Primeiro Ministro, simplesmente fez o que faz com todos os milhares de pedidos que diariamente lhe chegam de todo o país.


Pelo que já se conhece, incluindo o que mesmo ainda se não conhecendo já é por demais conhecido, não fossem esses exageros de desfaçatez, e seria fácil concluir que Marcelo fora apenas vítima da utilização do seu nome. Assim, com tantos exageros, fica apenas mais fácil concluir que Marcelo mexeu em tudo com o cuidado de não deixar impressões digitais. Mas deixando-se enrolar num grande novelo.


 


 


 


 

10 comentários:

  1. Para saber toda a verdade verdadinha, basta/chega perguntar a quem passou o cheque, caso já tenha havido pagamento. Uma coisa é quanto custa, outra é pagar.
    A resposta é fácil e esclarecia todas as dúvidas.
    ... tão amigos que eles foram !?

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  2. Este homem montou uma imagem popularucha de si próprio que um dia tinha que vir à luz do dia.
    Este burilar das aparências poderá ter sido calculado para olvidar algum passado menos lustroso?
    Politicamente basta desfolhar o extenso rol de omissões, falta de lembrança e contradições para já ter saído pelo próprio pé.
    Será que ainda não reparou que está a ser cilindrado na praça publica?
    Sr. Presidente não permita que a sua dignidade desça desmesuradamente tão baixo.

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  3. Será que essa particularidade está em segredo de justiça que não se possa saber desde já?

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  4. A ligeireza com que se fala de um filho como se fosse um amigo, dos tempos da escola secundária, do qual no entretanto se perdeu o rasto, é no mínimo hilariante. Este caso tresanda a corrupção desde a primeira hora e o modo tão "profissional" como foi apagado o rasto de todos os atropelos desde o percurso clínico ao trâmite da nacionalidade em modo expresso, claramente que estamos a falar de cunhas ao mais alto nível com alto patrocínio directo ou indirecto do suposto guardião da ordem institucional. O mais grave no meio disto tudo é que no final do processo, os milhões gastos no tratamento + cadeiras de apoio, foram mero desperdício, segundo o que tem vindo a ser noticiado. É simplesmente patético e o presidente devia ter um pingo de vergonha na cara quando exige aos demais políticos que sejam sérios.

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  5. O Marcelo fez a "cama" ao Costa.
    Agora o Costa e logo no mesmo dia fez a "cama" ao Marcelo.
    O resto é conversa da treta para alimentar novelas dos media.
    A Ucrânia já não se usa. O Hamas está fora de moda. A novela gémeas é o que está a dar.

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  6. Não sei o que se passou, mas sei que esta ideia de que em Portugal é tudo corrupto e tudo mete cunhas e que é preciso limpar tudo é extremamente perigosa. O caso de Itália após a operação mãos limpas e com todas as consequências que teve é um bom exemplo.
    Com a desconfiança que grassa na justiça, onde os nomes do juíz Rui Rangel - Operação Lex ou do Procurador Orlando Figueira - Operação Fizz, mostram que nã há ninguém sem telhados de vidro.
    Daí que pergunte o que se pretende com esta saga justicialista, exaustivamente explorara por jornais, não sei se bem se mal, se justa se injusta, se com mais interesse em vender jornais do que fazer jornalismo?
    Ora se nos melhores panos também caem nódoas, não será a classe jornalista que está imaculada, os exemplos de Carlos Rodrigues Lima e Henrique Machado - Operação E-Toupeira, são apenas um exemplo.

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  7. Este caso revela dois problemas de Porutgal: a cunha e o facilitismo /permissividade.
    A cunha por obviamente alguém com o conhecimento certo consegue o que o normal e vulgar cidadão não consegue, ou tem de lutar muito para conseguir.
    Permissividade porque em Portugal cada vez se assiste a mais casos em que estrangeiros e portugueses de secretaria usufruem dos meios e recursos portugueses legalmente mas com esquemas intrincados e ilegalmente por vezes sem qualquer penalização.
    Os sistemas de saude, de educação e de apoio social são normalmentenos alvos preferenciais, à custa muitas vezes dos que cá vivem há muitos anos.

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  8. O homem perdeu a vergonha e o respeito das pessoas que pensam 'per si'.
    Ele só tem gerado e instigado trapalhadas insinuantes e venenosas, que acabam sempre por atingir os dignatárias das intituções que não lhe prestam a vassalagem que ele julga ser-lhe devida.
    Este assunto mal cheiroso e digno de uma peixeirada que nem as peixeiras seriam capazes de gerar ou imaginar. TEVE E TEM UM UNICO CULPADO O PRESIDENTE DA RP O RESTO São as guerras de alecrim e mangerona tão caras ao nosso hipocondriaco...

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  9. "Menos de metade dos portugueses acha que Marcelo deve ficar em Belém". Esta frase é publicitada pelo Diário de Notícias que, tal como o Jornal de Notícias, até é considerado um jornal que gosta de informar bem. Mas o que a frase também quer dizer, é que mais de metade dos portugueses acha que Marcelo deve abandonar Belém ou, no mínimo, está-se nas tintas para o Marcelo. Na minha opinião acho que o DN está a informar mal. Primeiro, porque não há motivos para expulsar Marcelo de Belém. Segundo, porque ele próprio não quer deixar Belém. Terceiro, porque no fim do mandato o Marcelo, então sim, é que, por lei, tem de abandonar Belém. Acho que quem tem sido mais frontal a tratar este assunto das gémeas e quejandos é a Sandra Felgueiras, chamando a si todo o assunto e invocando o direito de exclusividade do seu tratamento. Com jeitinho, a rapariga ainda vai acabar na CMTV a investigar a fuga da mãe para o Brasil e a enforcá-la em directo nesse canal da treta, devidamente apadrinhada pelo Ventura e pela Mortágua (porque os extremos tocam-se). Quando ao mais, dir-se-á que o assunto das gémeas não vale um chavelho e o Marcelo vale tanto quanto isso.

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  10. "Alguém " anda a trabalhar muito bem no controlo dos danos que provocou em Belém o caso das gémeas, não sei se terão sucesso, a história julgará esses manuseadores da informação, vejam bem, agora recentra-se o problema no secretário de estado, quando o verdadeiro problema é o "pedido " do filho do Marcelo...além deste senhor bastonário que já se percebeu quem apoio e quem não apoia, lembram-se dele ao lado do Montenegro?

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