quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Um dérbi com incidentes. Chamemos-lhe assim!

Sporting-Benfica a ferver: As imagens que não viu na TV


O dérbi desta noite em Alvalade fica marcado pela arbitragem de um lagarto, no campo, e de um super-dragão, no VAR. Enquanto Fábio Veríssimo ia inclinando o campo, e teve até a lata de assinalar um penálti num lance em que ninguém tocou no Edwards, e ainda por cima precedido de fora de jogo, no VAR, Fábio Melo recomendou-lhe a anulação do golo de Di Maria, que estabeleceria na altura o empate mas, mais que isso, daria completamente a volta ao jogo, como todo a gente percebeu.


Mas isto são os incidentes do jogo. Ou chamemos-lhe assim. O resto foi o jogo. O que foi, o que passou a ser, e o que não chegou a ser.


O jogo tinha em confronto duas ideias de futebol, já se sabia.


Este Sporting, de Ruben Amorim e em especial desta época, tem a sua matriz de jogo bem definida - pressão alta, para recuperar bolas perto da área adversária, alternada com períodos de bloco baixo, a chamar o adversário, para lhe abrir espaço nas costas por onde, nos melhores momentos do seu futebol, lançam alas rápidos ora em diagonais; ora em rápidas variações de flanco. No mais estereotipado basta-lhes lançar aquela espécie de "touro" de dois pés que é Gyokeres.


Este Benfica usa igualmente a pressão alta, e priveligia as transições rápidas através da capacidade de lançamento de Kokçu, da capacidade técnica de Di Maria e da velocidade de Rafa e Neres.


O Sporting faz mais passes - e posse - nas zonas mais recuadas do terreno. O Benfica mais em processo atacante. O Sporting é mais agressivo na disputa de bola. O Benfica não tem jogadores com as características de Hyulmand e Morita. 


Para impôr o seu estilo de jogo a um adversário como este Sporting, os jogadores do Benfica têm que ser perfeitos no passe e na recepção, precisamente o "alfa" e o "omega" do futebol. E hoje estiveram longe de o ser. Em especial Kokçu e Neres. 


O Sporting marcou cedo, ao nono minuto, no primeiro remate do jogo. Da cabeça do Pote, ao segundo poste sem marcação, a bola foi ao poste de daí para dentro da baliza. A ganhar desde bem cedo o Sporting ficava com o jogo a jeito, e passou gradualmente a impôr o seu futebol. O Benfica, falhando passes e recepções, perdia rapidamente a bola, permitindo ao Sporting ao domínio completo do jogo. Foi assim até ao intervalo.


A estratégia "de bola para o Gyokeres que ele resolve" só não funcionou porque António Silva ia salvando a nau, encontrando sempre forma de se opor ao ponta de lança sueco. O que o miúdo conseguiu praticamente sempre, não conseguiu Otamendi quando lhe chegou a vez de ficar na "cara do touro", e deu no 2-0, novamente com a bola a ressaltar do poste para dentro da baliza. Ao mesmo minuto 9, agora na segunda parte. 


Que começara com uma substituição estranha de Roger Schmidt, ao retirar Bah, o único lateral de raiz na equipa, para entrar Morato para a esquerda, com Aursnes a passar para a lateral direita. Nada mudava, e a ganhar já com uma vantagem confortável, o Sporting ia segurando a bola e controlando o jogo. Das bancadas saíam olés, que tiveram o condão de "acordar" dos jogadores do Benfica. 


Shmidt fez entrar Tengstedt para o lugar de Neres, o mais adormecido de todos. E os jogadores do Sporting começaram a evidenciar a quebra física que já não lhes permitia correr atrás das bolas todas (houve momentos impressionantes, e não foram poucos, em que eles partiam de mais longe da bola que os do Benfica mas chegavam lá primeiro) nem tapar todos os espaços. O jogo estava a mudar a olhos vistos e, ao minuto 68, Koçu abriu para Di Maria (esse nunca dormiu) que assistiu Aursnes para o golo. 


Três minutos depois Di Maria foi por ali dentro e, já bem dentro da grande àrea, rematou como só ele sabe. Era o empate, e o fantasma abatia-se sob as bancadas de Alvalade que pouco antes cantavam olés. Faltavam mais de 20 minutos e nunca se saberá o que iria acontecer. Sabe-se é que o super-dragão no VAR conseguiu - sem grande dificuldade, percebeu-se que era o que mais queria - convencer Veríssimo que Tengstedt, em fora de jogo posicional, tinha tido intervenção no lance.


E o jogo que poderia a partir daí ter acontecido não chegou a acontecer. O Sporting foi substituindo toda a defesa e meio campo, com muitos jogadores já de gatas. Até as pilhas falharam finalmente a Gyokeres, a demonstrar que afinal é humano, e as bancadas, que antes cantavam olés, exigiam ao seu amigo do apito que acabasse o jogo.


E assim o Benfica voltou a perder, três meses depois. Perder é sempre mau, no Benfica é péssimo. Jogar o que o Benfica jogou na primeira parte não é desejável que se repita. Mas a equipa saiu viva, e com bons sinais de saúde física. Viva para, daqui a mais de um mês, na Luz, disputar a passagem à final do Jamor, de que já temos muitas saudades. E para o jogo do próximo domingo, no Dragão!


 

23 comentários:

  1. Uma realidade alternativa.
    Sobre o penalty de João Neves sobre Pedro Gonçalves não há opinião?

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  2. Que tendência....ou melhor, que doença é a cegueira.

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  3. Antes era porque não havia VAR para que se repusesse a verdade desportiva....agora é porque os árbitros e o VAR são da cor A ou B ou C...e é esta mentalidade que destrói o desporto em Portugal e contribui muitas vezes para as cenas de violência desencadeadas por autênticos mentecaptos alienados!

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  4. O SPORTING podia ter goleado e o resto é conversa da treta.

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  5. Pedro
    Va dar. Banho ao Cão
    Estamos fartos dessa conversa da treta
    O único Penaly que houve …foi aquele do Eduards ,que caiu também sozinho e o
    Amigo Veríssimo marcou Grande penalidade.
    Tenham Juízo

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  6. Ontem estive a vêr um jogo na televisão. Dum lado esteve uma equipa de vermelho e branco que deu um baile durante 96 minutos a outra equipa que esteve de verde e branco. No fim, não tenho dúvidas de que os vermelhos mereceram ganhar por 80 e zero e que os verdes mereceram perder por igual diferença.
    É pena que o Eduardo Louro não tenha visto o jogo e venha agora para aqui dizer que o António Silva é que salvou os vermelhos duma hecatombe.
    O Eduardo Louro é um ganda cromo.

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  7. Para além do penalti sobre o Pote, não viu também a agressão do Di Maria, na primeira parte, ao Mateus Reis. Agressão SEM BOLA. Igual à do Pepe (que foi expulso ) no Super Taça com o benfica. Quanto ao golo anulado ao benfica, parece-me, que o clube de Carnide, quer outras regras como as tem já, na..... justiça Cível

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  8. Não,o João nunca comete faltas e muito menos para cartão amarelo ou penalty.

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  9. Com o devido respeito, não é nada disso.

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  10. Devo ter estado distraído. Onde é que estão as oportunidades para golear?

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  11. Essa da agressão de Maria é o mais delirante que por aqui passou.

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  12. Conclusão: não viu o jogo. Ponto. Há agressão sem bola.
    Hilariantes são as " bocas " do Di Maria. Outro jogador, estava a ser punido há muito tempo. Mas o CD, assobia para o lado, como costume-

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  13. Perdoai-lhes senhor que são osgas. Mas o Schmidt é que é o culpado por toda esta euforia. Como se viu tinha equipa para arrumar a questão em poucos minutos.
    As osgas ainda não perceberam que ontem aconteceu o que já tinha acontecido na Luz. Basta uns minutinhos...

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  14. Ora bem. Aquilo foi um massacre de tal ordem que o Trubin não fez uma defesa. Quando o facto mais relevante do jogo foi o golo não validado ao Benfica, está tudo dito. Acabaram-se os olés e o jogo nunca mais acabava. Estamos a 01/03, vamos ver como isto acaba. Os comentadores dizem que o Benfica é um punhado de jogadores e o Sporting é uma completa e o treinador o maior do mundo e arredores, mas se faltam as pernas ao Gyokeres, o coletivo do Sporting vai pelo cano.

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  15. Di María: "Está à vista de todos o que se passou. Continuaremos a trabalhar, sozinhos contra todos".
    Ou seja, o Di Maria é agora o Medvedev do alemão.

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  16. A 1 parte foi do SCP, a 2 do SLB. Mesmo que fosse o 2-2 e o Paulinho não tivesses em fora de jogo havia um golo para o premio Puskas, que desequilibrava o equilíbrio. Em Abril há mais.

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  17. Boa tarde,
    Antes de mais, enaltecer o belo espetáculo de futebol. Reprovar mais uma vez as pessoas que usam o futebol, e a desculpa de que estão lá sempre e para apoiar o seu clube, para descarregar frustações e envolverem-se em cenas de pancadaria que só mancham este belo espetáculo.
    Quanto ao golo anulado ao Di Maria (e à evidente azia que lhe provocou, tal a quantidade de vezes a que se refere ao lance), sugiro-lhe ouvir o comentário do Pedro Henriques (a não ser que também ache que este ex-árbitro tb é adepto que um qq clube que não o benfica. Taxativo a dizer que foi bem invalidado, de acordo com aquilo que são as lei do futebol.
    Saudações Leoninas, e boa sorte (esta sentida e verdadeira) para o jogo do próximo domingo!

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  18. Os jogadores do sporting passam o tempo a atirar-se para o chão

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  19. Ai existe, existe.
    Reveja o lance, João Neves atenta jogar a bola?
    Obviamente que não, o que faz é atropelar o atacante do Sporting.

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  20. Até o Marco Pina e o Duarte Gomes, dois conhecidos lampiões, dizem que o suposto golo de Dia Maria foi bem anulado.

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