A Drª Isabel Jonet é assim uma coisa como o Dr Ulrich. Ou como o Sr Soares dos Santos. Não há meio de perceber que … cada tiro, cada melro. Que talvez não fosse má ideia calar-se!
Bem sei que a intelligentsia do regime sai logo em sua defesa, incapaz, porque não quer ou porque não lhe convém, de perceber que o que irrita mesmo é aquela maneira meio estúpida de fazer generalizações, de criar categorias preconceituosas, de falar de cátedra, de dar sermão… Apressa-se logo a esclarecer o que a senhora disse, dizendo não o que ela disse mas qualquer coisa mais perto do que lhes convinha que ela tivesse dito.
Uns dizem que a incontinente verbal e patroa do Banco Alimentar não criticou os desempregados, mas apenas a vida de ilusão que as redes sociais lhes provocam. Lá porque estão ao computador até pensam que estão a trabalhar… Outros acham que a senhora apenas peca por ser franca e falar do que sabe, coisa que ninguém lhe perdoa por não ser politicamente correcta, quer dizer, de esquerda. Não colhe, acho eu!
A senhora pode ser de direita, isso não tem mal nenhum. Pode até ser tia de Cascais. Pode ser tudo o que quiser, e até gostar de brincar aos pobrezinhos… Pode até preferir que as pessoas desempregadas, em vez das redes sociais, ocupem o tempo na televisão dos Gouchas, das Júlias e dos Baiões …O que ela e os seus não podem é achar que dar sermões a desempregados, quando o desemprego anda perto dos 20%, é a mesma coisa que criticar o que quer que seja noutras circunstâncias. Nem deixar de perceber que já não há paciência para esses registos!
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