
Concluída a primeira fase do campeonato da Europa que se disputa na Alemanha, e apuradas as 16 selecções que seguem para os oitavos de final, ficam algumas indicações.
Algumas delas poderão vir a ser desmentidas na fase a eliminar, em que tudo se decide num só jogo - e num só jogo de futebol tudo pode sempre acontecer - que vire tudo do avesso. Quem não se lembra do que aconteceu à selecção do Brasil - provavelmente a melhor equipa de sempre - no Mundial de 1982?
A primeira indicação é que, à excepção da Espanha - a única selecção 100% vitoriosa, a única que não sofreu qualquer golo, e que, à partida, não era incluída no grupo dos principais favoritos - ninguém apresentou um futebol francamente entusiasmante. A qualidade do futebol apresentado não passou da mediania, e daí que as selecções que melhor impressão deixaram tenham sido as que se revelaram mais bem organizadas. Ou trabalhadas.
Dessas, porém, apenas a Áustria atingiu um resultado surpreendente, ao ganhar o grupo D, à frente da super-favorita França. A Suíça, mercê do surpreendente empate com a Escócia, a que equipa que mais golos sofreu (7), acabou por se qualificar atrás da selecção da casa, a quem, no confronto directo, se superiorizou em tudo menos no resultado.
A segunda é que todas as principais favoritas desiludiram. Desiludiu a Alemanha, mesmo que tenha sido a que mais golos (8) marcou, à conta da goleada à entrada, contra a Escócia.
Desiludiu a Inglaterra, recheada de jogadores que podem discutir a "bola de ouro", com apenas uma vitória, tangencial e pouco merecida sobre a Sérvia, e apenas dois golos marcados e um sofrido. Num grupo (C) onde a Dinamarca e a Eslovénia (próximo adversário da selecção portuguesa) empataram os três jogos (como Portugal, quando ganhou, em 2016), acabaram com os mesmos 3 pontos, e com os mesmos dois golos marcados e sofridos, acabando por ser um cartão amarelo, mostrado a um membro do staff esloveno, a fazer o desempate a favor dos nórdicos.
Desiludiu a França, a mais poderosa das selecções em competição, que em tudo imitou a Inglaterra. Apenas também ganhou um jogo e marcou dois golos. Sofreu também apenas um, mas simplesmente à conta da sua fortíssima defesa e do excelente Maignan, capaz de discutir com Donnarumma, Oblak e Mamardashvili (sim, o de ontem, da Geórgia) o título de melhor guarda-redes da Europa.
E, claro, desiludiu Portugal, mais uma vez incapaz de reflectir na selecção a qualidade individual dos seus jogadores. Não é muito difícil encontrar a justificação para esta crónica incapacidade. Não é preciso procurar muito para a encontrar nos poderes instalados. É fácil apontar os erros ao seleccionador - e são tantos - mas não são apenas os seus erros técnicos a condenar ao fracasso a melhor geração de sempre. Ele é escolhido para fazer assim, e assim manter os poderes instituídos!
Há outras selecções que também desiludiram, mas pela sua História. A Itália, campeã em título, pela qualidade que lhe falta na frente, não pode fazer muito mais. Parece até que Spalleti tem dificuldade em encontrar nesta geração de jogadores italianos a qualidade necessária para o futebol que tem na cabeça. A Bélgica já só tem De Bruyne e o jovem Doku. Ambos excelentes, mas apenas dois. E a Holanda - pronto: Países Baixos -, mais a mais desfalcada de Frenkie de Jong e De Ligt, também não mostrou ter por onde responder á sua História.
Ainda assim apuraram-se as três, ao contrário da Croácia, em anunciado fim de ciclo (Modric), que não passou dos 2 pontos, dos empates com a Itália e a Albânia. A Itália em segundo, atrás (e muito) da Espanha. A Holanda em terceiro. E a Bélgica em segundo, num grupo (E) em que todos somaram os mesmos 4 pontos, acabando a Ucrânia no último lugar, e a Roménia no primeiro, por força da expressão do resultado (3-0 para os romenos) no primeiro jogo, entre si.
Agora está tudo alinhado até à final. Em duas alas. Uma parece boa para a Inglaterra. A outra será o grande teste à Espanha. À nova e entusiasmante Espanha.
A classificação da Dinamarca em segundo (li isso algures) tem a ver com um percurso melhor na fase de qualificação.
ResponderEliminarA fase de grupos serve apenas para definir quem segue em frente (é como na F1, a Q1 define que passa à Q2, e a Q2 quem passa à Q3) a partir de agora temos "o mata mata" como dizia Scolari. Portugal em 2016 foi campeão após ter ganho um único jogo nos 90 minutos (frente a Gales)
ResponderEliminar"Ele é escolhido para fazer assim, e assim manter os poderes instituídos!"
ResponderEliminarJorge Mendes, Gestifute, cartilheiros do benfas, os mandadores do costume.
Andam a desgraçar o António Silva. O Rui Costa vai ter de pedir responsabilidades a esses mandadores. De facto, depois da belíssima exibição do toninho, os cem ou cento e tal milhões que dizem que o desgraçado vale... vão pelo cano toupeiral.
Esta seleção espelha o regresso aos maus velhos tempos, onde os empresários é que mandam à descarada, que jogadores lá vão e o resto é conversa. Ainda há uns idiotas a defenderem que o CR é manda na seleção, para tentar distrair as atenções do óbvio, mas os sintomas estão la todos. Desde jogadores que nem nos clubes se impuseram, a outros que ainda não provaram absolutamente nada mas que convem colocar na montra mais vista do futebol europeu. No final, se correr bem, a federação apostou muito bem neste treinador e está de parabéns pela fantastica equipa técnica e afins. Se correr mal, a culpa é do treinador que não soube escolher a melhor equipa (como se tivesse essa autonomia) É o fado tuguinha requentado e embrulhado no papel de fartura.
ResponderEliminarBem, parece que estou em linha com alguns dos comentários. Sou só mais um. (A 22 de Maio...)
ResponderEliminarhttps://leaoperplexo.blogs.sapo.pt/fpf-estreia-novo-emblema-no-euro-24-752175
Só discordo de um detalhinho: não é "regresso" nenhum. Nunca de lá saímos. De resto, de acordo em tudo.
ResponderEliminarNão há treinador que os tenha no sítio para correr com donaldo pepe e quejandos...
ResponderEliminararrastam-se pelo campo imagine-se a fífia de pepe e ser Mbappé nas proximidades
espero que a frança lhes dê o que naturalmente merecem 6-0
O Chauvinismo Labrego.
ResponderEliminar"Sofia Oliveira está farta e revolta-se contra Ronaldo após o Portugal-Eslovénia"
ResponderEliminarCoisas de gajas que gostam de tudo do avesso.