Joe Biden desistiu da recandidatura ás presidenciais americanas de Novembro. A decisão, pessoal ou imposta, era esperada. E foi aqui, há quase um mês, dada por inevitável.
Pecou por tardia, e isso rouba-lhe a dignidade e a coragem do acto. Pecou ainda - Biden - no apagamento a que o seu mandato condenou a vice-presidente Kamala Harris. Declarou-lhe agora, precisamente no anúncio da desistência, o apoio à sua candidatura. Muitas outras figuras do Partido Democrata o seguiram. Ela própria confirmou a sua candidatura logo de imediato e - não podia ser de outra forma - que era para ganhar.
Por enquanto é a candidata oficiosa. Sabendo-se que está longe de ser uma figura consensual dentro do partido, até à convenção de nomeação, dentro de um mês (Chicago, de 19 a 22 de Agosto) muita coisa irá ainda acontecer. Alguma terá já começado a acontecer!
O que se passa nos EUA é com os americano, mas ocorre-me perguntar se numa democracia adulta isto pode acontecer:
ResponderEliminarO ainda presidente desiste de se recandidatar a um novo mandato, por razões notoriamente publicas, mas nessa condição não deixa de fazer duas exigências manifestamente desproporcionadas, que quer concluir o mandato, e querendo que uma candidata do seu agrado lhe suceda manifesta-lhe desde já o seu apoio.
Já ouvi um correspondente TV dizer que até parece uma coroação.
O que é isto?
"O que se passa nos EUA é com os americanos". Há muito que não é só com os americanos, e cada vez menos o é. Só eles decidem, naquele estranho sistema eleitoral que nega a regra sagrada da democracia de, a cada pessoa, um voto. Directo!
ResponderEliminarMas o que lá se passa tem repercussões em todo o mundo. E demasiado grandes cá na Europa.
Concordo que Biden deveria também ter abdicado do mandato. Já não concordo que tivesse de se abster de opinar sobre o candidato substituto. E acho mesmo que não faria sentido que não apoiasse a sua vice, mesmo que a tivesse "esquecido" durante o mandato.