segunda-feira, 15 de julho de 2024

Tour 2024 - V

Tour de France: Tadej Pogacar triunfa pela 3ª vez e vence a 15ª etapa


"P"! De Pirenéus. E de Pogacar!


Ao segundo - e último - dia Pirenéus surgiu a etapa rainha do Tour. Quase 200 quilómetros, entre Loudenvielle e Plateau de Beille, e quatro contagens de montanha de primeira categoria, para tudo acabar lá em cima, na meta de chegada e de categoria especial.


Na realidade as metas de contagem para o prémio da montanha eram apenas isso, metas. Sinais. Porque tudo aquilo era sempre a subir. As "hostilidades" foram abertas por um grupo de 17 ciclistas onde sobressaiam os nomes de Enric Mas - o espanhol que passou toda uma carreira a prometer o que nunca atingiria - e de Carapaz, o equatoriano a quem viria a ser atribuído  o prémio da cambatividade. E que já ganhou um Giro, já foi campeão do mundo e até já vestiu a camisola amarela neste Tour. 


Na subida do Col de Portet-d’Aspet o grupo começou a destazer-se, e ficava reduzido a quatro (Mas, Carapaz, De Plus e Jai Hindley) no início da subida do Col d’Agnes, a penúltima do dia. Atingiu, então e aí, vantagem máxima da fuga, com 3 minutos e 45 segundos para o pelotão principal. Ou dos principais. Comandado pela Visma, de Vingegaard, fazendo o que fora sempre feito pela Emirates.


O investimento da Visma na etapa indicava que seria o dia de Vingegaard. Teria de ser!


Os 2,5 minutos com que o grupo da frente entrou nos 16 quilómetros do Col do Plateau de Beille rapidamente foram desaparecendo, ainda em resultado do trabalho da equipa de Vingegaard. Apenas dois quilómetros depois, a 14 lá do alto, João Almeida começou a ceder, não aguentando o ritmo com que Matteo Jorgenson pretendia desfazer a concorrência ao seu líder. Mais 3 quilómetros à frente seria a vez de ser eliminado Carlos Rodriguez, o rival de João Almeida para o quarto lugar, que o espanhol virtualmente já ocupava.


A 10,5 quilómetros da meta era chegada a hora de Vingegaard responder ao enorme trabalho da sua equipa. Atacou, e só Pogacar respondeu. Ambos seguiram por ali acima mas desta vez com papeis invertidos - era o dinamarquês a ter que dar a cara, e o esloveno a seguir-lhe a roda. Assim foi durante 5 quilómetros de subida!


Até Pogacar atacar, a 5,4 quilómetros da meta, para continuar o seu festival nos Pirenéus. Vingegaard fez o que pôde, e só foi pouco se comparado com o muito de Pogacar. No fim, na meta, a diferença era de 1´e 8´´. Na geral ficava a passar dos três minutos.


"Ir à lã e sair tosqueado", foi o que aconteceu a Vingegaard. Mas tinha de o fazer. Sem tentar nunca saberia se este ano poderia ganhar a Pogacar.


Remco Evenepoel foi terceiro, já a 3 minutos. Depois Mikel Landa, o seu companheiro de euipa que bem útil lhe fora na parte final da subida, em quarto. E logo a seguir João Almeida, com mais uma fantástica prestação, subindo  no seu ritmo para, no fim, estar sempre entre os melhores.


Se Pogacar e Vingegaard são os melhores. Se Remco confirma dia após dia que é o terceiro melhor, João Almeida é hoje o quarto melhor. Está lá em cima, entre os melhores!


 


 

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