Trump acha que se pode entender com Putin para desenharem a duas mãos o futuro mapa da Europa, numa espécie de Conferência de Berlim, onde a África é Europa, e a Europa um complexo esquizofrénico do novo eixo Washington-Moscovo.
Sabe-se que Zelensky pouco voto tem na matéria. Mas isso é uma coisa. Outra é o seu alinhamento com a esquizofrenia. Outra ainda é a sua rápida resposta à gula de Trump.
Bastou-lhe - a ele, Trump - dizer disse que a Ucrânia tem "terrenos valiosos em termos de terras-raras, petróleo e gás, outras coisas" para Zelensky vir a correr, de língua de fora e rabinho a dar a dar, oferecer o dote.
- "Temos um grande potencial no território que controlamos", e "estamos interessados em trabalhar, desenvolver, com os nossos parceiros, em primeiro lugar, com os Estados Unidos", apressou-se Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, em declarações à The Associated Press, logo após as declarações de Trump.
"Pode ser lítio. Pode ser titânio, urânio, muitos outros", disse Yermak. "É um grande negócio"!
E rapidamente - em dois dias - Trump anunciou um acordo de princípio para 500 mil milhões de dólares de chamadas terras raras, um grupo específico de 17 elementos químicos essenciais a produção de dispositivos electrónicos, como discos rígidos ou ecrãs de telemóveis.
Do que Trump já anunciou para acabar com a guerra ficou a saber-se que a adesão da Ucrânia à NATO é "irrealista", que a cedência de territórios é uma inevitabilidade, que a União Europeia não vai ser tida nem achada, que é ele e Putin quem põe e dispõe. E que, no fim, então sim, a Europa será chamada a tratar da segurança e da reconstrução da Ucrânia.
É a isto que Trump está a reduzir a Europa. Medvedev, a voz desbragada de Putin, chama-lhe "solteirona fria, louca de ciúmes e raiva". "Feia, fraca e inútil".
É esta a tragédia da Europa. Que não chegou aqui por ser "fria" ou "feia" mas - sim - por se ter deixado "fraca".
O que acho giro é que 100%, dos eleitores, da direita, europeia, acreditam que TODO o valor "doado", à Ucrânia, é mesmo doado, sem interesses, em anexo... no futuro.
ResponderEliminarLembrar o Iraque, em que se pensou, o mesmo, para onde, a Alemanha, conseguiu 82300 milhões, de euros, em contratos, de reconstrução e 17000 milhões, em receitas anuais, de serviços.
O Trump só quer que faça "vendas", activas. Não doar 7000 biliões, fazer 2000000000000000000000 notícias, para irem lá negociar, para fazerem 16000 milhões, algum tempo depois.
Ao mesmo tempo, essa "venda" acaba por valer, contra a Rússia, que até para comprar galinhas, anda a pagar 500 euros, por cada galinha ou 2800 euros, por cada ovo galado.
Afinal nem todos estão loucos! Nem imaginas como ando desalentada com a falta de perspicácia da maioria de polítıcos, jornalistas e comentadores! Ainda hoje o Zédrigues dizia que Zelensky recusava qualquer entendimento com a Rússia sem a participação "da Europa" (a Rússia é asiática desde quando?), enquanto o próprio, os seus subordinados e, creio, os seus mestres bonecreiros dizem, por palavras, actos e omissões, coisa bem distinta. Enfim, a cegueira e a manipulação bateram forte no cavalo errado. E se a vassalagem já nos pesava, nos últimos anos agrilhoou-nos.
ResponderEliminarAlea jacta est. Só que, desta, o Rubicão é muito mais fundo.
Até breve :*
Zelensky depois de dizer que pretendia fazer acordo com Trump como se Putin não existisse, mostra-se agora muito preocupado porque estes dois andam agora em conversas deixando Kiev para segundo plano. Inocente ou espertalhão pedante é de temer que o plastificado herói venha a ser cilindrado pelos seus militares em nome do sacrificado povo Ucraniano.
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