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Esta noite, na Luz, sempre cheia, o Benfica perdeu uma grande oportunidade de discutir com sucesso a passagem aos quartos de final da Champions e, a partir daí, fazer algo mais que uma gracinha na maior competição de futebol de clubes do mundo.
Logo no pontapé de saída o Benfica dispôs de uma grande oportunidade de golo, como que a ameaçar repetir o jogo louco de há mês e meio. Não se ficaram por aí as oportunidades do Benfica, mas ficou-se por aí a ameaça de se repetir aquele inacreditável jogo. Repetiram-se muitas coisas, repetiu-se acima de tudo a superioridade benfiquista, mas nem se repetiu a eficácia do Benfica, nem os erros do Barcelona.
A meio da segunda parte o central Pau Cubarsí, porventura já convencido que valia tudo - o árbitro, o alemão Felix Zwayer, vinha permitindo tudo aos jogadores do Barcelona - derrubou Pavlidis, isolado, a entrar da área adversária. Foi naturalmente expulso, a equipa catalã ficou a jogar com 10, e o jogo passou a ser outro.
Passou a ser um jogo completamente dominado pelo Benfica, com o Barcelona exclusivamente à procura de segurar o empate por todas as formas. Mas também um jogo em que o Benfica foi absolutamente incompetente.
Incompetente na forma como desperdiçou inúmeras as oportunidades que criou. Incompetente em 25 dos 26 (acredito que não encontremos outro jogo em que o Barcelona tenha consentido 26 remates!) remates. Apenas o mais uma vez regressado Renato Sanches, no último remate, que Szczęsny defendeu com estilo, fugiu à incompetência geral.
Incompetente a finalizar, e grosseiramente incompetente na forma como ofereceu o golo ao Barcelona, à passagem do primeiro quarto de hora da segunda parte. O António Silva teve mais uma das suas frequentes paragens cerebrais e, sozinho, sem qualquer pressão, fez um passe para ... Raphinha. Que de incompetente não tem nada.
E como não lhe bastasse a competência, ainda teve a sorte de a bola bater em Otamendi, e tornar impossível a defesa a Trubin. Em duas oportunidades (a primeira foi logo na resposta à primeira do Benfica, no arranque do jogo) o Barcelona fez um golo. Em oito ou nove, o Benfica não marcou nenhum!
Não foi apenas no golo que ditou a derrota que o Benfica não teve sorte. Faltou em muitos outros lances, faltou em muitas vezes que a bola não quis entrar. Mas quem é tão gritantemente incompetente não faz por merecer uma pontinha de sorte.
Não foi certamente por frustração - pela frustração que assolou os benfiquistas no fim do jogo - que os energúmenos da bancada que faz a baliza grande voltaram ao festival de pirotecnia. Aos 40 minutos da primeira parte ainda não havia frustração.
A UEFA terá evidentemente mão pesada. E vai-nos doer, a nós. Aos energúmenos, não. Nada lhes dói, mas é pena!
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