sábado, 23 de agosto de 2025

Benfica 3 - Tondela 0


Mais de 60 mil na Luz - de novo - para a estreia do Benfica, à terceira jornada deste campeonato 2025-2026. Pelo calendário  - que, ao contrário do que acontece com os principais rivais, vem repetidamente sorteando a primeira jornada do Benfica em casa, para que a última seja fora - a estreia teria acontecido há duas semanas, com o Rio Ave, jogo que, pela participação na pré-eliminatória de apuramento para a Chamipons, foi adiado para daqui a um mês.


Mais de 60 mil em festa. Porque é assim, vamos à Luz pelo coração e para fazer a festa. A reacção de cada um ao jogo pode ser muito diferente, mas festa é festa. E a Luz é festa, depois vem o jogo. Desta vez, com alguma surpresa, com Samuel Soares na baliza, e Trubin no banco; com Tomás Araújo, em estreia na época, ao lado de Otamendi, e António Silva no banco; com Obrador e sem Dahl. E, já agora, com Schjelderup de regresso aos titulares, com Aktürkoğlu de regresso ao banco, como tem sido habitual. Quatro alterações na equipa que há três dias jogara em Istambul.


O jogo não foi diferente do que têm sido os outros jogos do Benfica. O da Amadora, há uma semana, é outra história. O batatal onde foi disputado não dava para muito mais, e há sempre jogos assim. Não foi diferente porque este Benfica é isto, e não há volta a dar. É uma equipa de transições, não é de empurrar o adversário lá para trás, para o asfixiar em ondas sucessivas de ataque continuado.


Este é um jogo que cabe bem naquela coisa do copo meio-cheio ou meio-vazio. 


Na primeira parte foi mais meio-cheio, apesar de uns 10 minutos mais desconfortáveis, ali à entrada do segundo quarto de hora. Muita bola (67% posse de bola), muitos remates (11) e muitas oportunidades de golo. Mas apenas dois golos. Dois bons golos, ambos em remates dentro da área, no mesmo lado direito, já de ângulo apertado, em duas belíssimas jogadas de futebol.


O primeiro surgiu de um excelente slalom de Dedic - daqueles que nos empolgam, e que desequilibram os adversários - culminado com uma abertura espectacular, para Ivanovic rematar para o lado direito do Bernardo Lopes, o excelente guarda-redes do Tondela (evitou quatro ou cinco golos), que naturalmente tapara o seu lado esquerdo. O segundo, 10 minutos depois, surgiu de uma combinação, em rápidas de trocas de bola, de primeira, entre Pavlidis e Schjelderup, culminada com a abertura do norueguês para a direita onde surgiu o seu compatriota Aursenes a rematar - uma bomba - de baixo para cima, indefensável.


Na segunda parte mais meio-vazio. A equipa manteve praticamente a mesma posse de bola, rematou praticamente o mesmo número de vezes (chegou ao fim com 21 remates), e criou o mesmo de oportunidades - mais de uma dúzia em todo o jogo -, mas falhava mais passes e falhava mais decisões. O Pavlidis ainda lá poderia estar a esta hora a rematar que não marcava.


Nas substituições (Schjelderup por Aktürkoğlu; Obrador por Dahl; Dedic por Prestiani; Ivanovic por Barreiro; e Enzo por Florentino) Bruno Lage poupou-o, e a equipa tudo fazia para lhe oferecer o golo, mas estava escrito que não era noite do grego. E foi Prestiani - também já merecia um golo - a marcar o terceiro, e a entrar na festa, já em cima dos seis minutos de compensação dados por Anzhony Rodrigues. Um árbitro desconhecido, novo mas igual aos outros. E também fraquinho!


Só uma achega - final - para o meio-cheio. Esta equipa do Tondela, em Braga, aos 10 minutos do jogo da primeira jornada, já poderia estar a ganhar por 3-0. Acabou a perder pelo mesmo resultado de hoje, na Luz - sofreu o primeiro golo a meio da primeira parte, num canto, da primeira vez em que os de Braga chegaram à baliza do Bernardo Lopes; o segundo, de penálti (manhoso); e o terceiro também no fim do período de compensação - mas criou mais do dobro das ocasiões de golo do Braga.


 

3 comentários:

  1. Boa-tarde, Eduardo Louro.
    Fiquei maravilhada. Ainda não me passou a euforia. Nem tanto pela vitória, mas mais pela grande exibição do Grandioso. Para mim, até à data foi o melhor jogo que vi com os jogadores a saberem ocupar as posições e empenhados na sua produtividade. Adorei os laterais.O melhor elogio que lhes posso fazer é dizer que o Carreras já está esquecido e o Bah já ninguém se lembra dele.
    E a muitidão a vibrar. Concretamente 61.229 espectadores. Podia esse número ser ainda maior, se o senhor meu marido me tivesse acompanhado, mas não pôde porque segundo ele tinha de terminar um trabalho até às 22horas desse sábado. Não insisti muito e fui sozinha e ele ficou a trabalhar. Ora como o trabalho de é dinheiro a entrar, não insisti e fui com o mano.
    Ainda tentei convencer a cria a ir comigo, mas ela só vai ao futebol com o pai.
    Mas vou-me vingar dele e já lho disse. Sábado vou contigo e com a ganapa ver o teu sporten, mas ficas avisado que vou gritar GOLO, de cada vez que o Porto marcar. E espero que marque muitos.
    Voltando ao nosso Glorioso. Lá seguimos imparáveis com a pré-época vitoriosa entre jogos da champions e caseiros.
    Cumprimentos e fique bem.

    ResponderEliminar
  2. Cumprimentos, Madalena. Revejo-me nisso tudo. Só não consigo gritar golo do Porto. Mas reconheço que os lagartos mereciam que os gritasse.

    ResponderEliminar
  3. Olá Eduardo Louro.
    A mim também me custa um bocado gritar golo do Porto, mas qualquer equipa que jogue contra o desportivo lumiarense tem o meu incondicional apoio.
    Estou farta, fartinha da garganta dessa gente.
    Está bem que o marido não fica nada feliz, mas fico eu e ele como é lagarto mas não é burro sabe muito bem que mulher feliz, homem feliz.
    Até a ganapa que tem sete anos sabe isso.
    Ó mãe, o pai está triste.
    Ai está, coitadinho. Deixa lá que amanhã quando acordar já está alegre.
    está, mãe?
    Está, está. Até te vai levar a comer gelado e tudo.
    Que bom, não é, mãe?
    É, é. É mesmo muito bom.
    Para logo espero mais uma boa trepa do Porto nesses gargantolas, que quem os ouve já são tris e campeões europeus.
    Por mim prevejo 3 a1 para o Porto.
    boa tarde e fique bem.

    ResponderEliminar

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...