
Mais uma medalha de ouro nos mundiais de atletismo de Tóquio. Desta vez no triplo salto, e de novo com elevada nota de emoção.
Pedro Pichardo tinha-se apurado para a final de hoje com a terceira marca (17,09), atrás do argelino Yasser Mohammed Triki (17,26) e do jamaicano Jordan Scott (17,19). Ainda assim era o mais conceituado finalista, detentor do maior salto entre os finalistas (18,08), apesar de, neste ano, também não ter melhor que terceira marca mundial (17,47), atrás de do italiano Andy Díaz (17,80), e do mesmo jamaicano Jordan Scott (17,52).
Nesta final, o atleta que o Benfica trouxe há oito anos para Portugal seguia à penúltima ronda na frente, com muita gente convencida que nem se apresentaria para o último salto. Só que, na última ronda, na derradeira tentativa, surpreendentemente, contra todas as probabilidades, o italiano Andrea Dallavalle, vice-campeão europeu em Munique 2022, saltou 17,64 metros, marca que lhe passou a dar a liderança e, pensou-se, que lhe garantiria o título mundial.
O italiano já festejava o seu primeiro, e surpreendente, título mundial quando Pedro Pichardo se aprontou para o último salto da competição. Concentrou-se, pediu o apoio do público, e lançou-se para, num espectacular salto de 17,91 metros, estabelecer a melhor marca mundial do ano, e se sagrar campeão do mundo, pela segunda vez, depois de Eugene, nos Estados Unidos, há três anos. E também depois de, também em Tóquio, em 5 de Agosto de 2021, nos Jogos de 2020, se ter tornado campeão olímpico.
O cubano Lázaro Martínez ficou com a medalha de bronze, com 17,49.
Portugal fecha assim, a dois dias do fim, os mundiais de Tóquio 2025 com duas medalhas de ouro. Que engrandecem o desporto nacional, e o país. Por dois nomes que podem e devem ser lidos em qualquer parte. E sucessivamente referidos em nome da decência!
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