
Dono de uma escrita própria, de linguagem intensa, muito marcada pela experiência da guerra colonial, António Lobo Antunes, para sempre um dos maiores - e mais carismáticos - escritores da língua portuguesa, morreu hoje. Sem o Prémio Nobel tantas vezes anunciado nas estrelas, e nunca cumprido.
Benfiquista dos sete costados, é autor da mais simbólica imagem da dimensão do Benfica, nas memórias da guerra colonial que lhe marcaram a escrita: "enquanto o Benfica jogava, não havia guerra".
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