quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A GOZAR CONNOSCO

Por Eduardo Louro 


  


 


Sócrates apareceu-nos hoje, com aquele seu ar meio trocista meio travesso, a dizer que os portugueses devem estar “…mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes para uma boa execução …”! Porque, como triunfante referia, a receita fiscal cresceu em Janeiro 15% relativamente a Janeiro do ano passado. Quer dizer, neste período em que conhecemos não um, não dois, mas três PEC`s, em que subiu escandalosamente tudo o que é imposto e taxa, como é que a receita fiscal não haveria de subir?


Quando, quem é obrigado a pagar paga mais, como é que quem cobra não há-de receber mais?  


Dizer isto aos portugueses, e dizer-lhes que se devem sentir mais “mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes ” cheira a puro sadismo.  


A execução orçamental começa bem, sim senhor. Mas pelo lado mais provável, pelo lado sempre mais fácil. Da despesa ainda se não sabe nada. Veremos se daqui a algum tempo Sócrates põe o mesmo ar a dizer-nos que, do lado da despesa, também a execução orçamental começou bem.  


Ah! E já estamos a falar de receita fiscal, soube-se também hoje que a Banca, com lucros muito maiores em 2010 que no ano anterior, pagou menos de metade de IRC que em 2009. Mais exactamente 55% a menos… Vamos lá nós perceber isto! Não será mesmo a gozar connosco?


 


 

2 comentários:

  1. Este é o ADN do socialismo. Afundar a economia com impostos para depois os redistribuir de uma forma que se pretendia justa. O êxito da primeira premissa contrasta com o insucesso da segunda. A ineficiência dos serviços públicos é escandalosa e, depois de quinze anos de socialismo, os portugueses não confiam no Estado nem nos critérios do Governo, que favorece amigos, primos e filados e ostraciza os restantes nove milhões e novecentos mil.

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    1. Concordo que " os portugueses não confiam no Estado nem nos critérios do Governo, que favorece amigos, primos e afilhados e ostraciza os restantes nove milhões e novecentos mil". Isto acontece "depois de quinze anos de socialismo", de dez de cavaquismo e de onze de preparação de cavaquismos e de socialismos. Todos têm amigos, primos e afilhados que somarão o que quantifica em 100 mil, de que não nos conseguimos livrar.

      Um abraço Paulo

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