Por Eduardo Louro
Sócrates apareceu-nos hoje, com aquele seu ar meio trocista meio travesso, a dizer que os portugueses devem estar “…mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes para uma boa execução …”! Porque, como triunfante referia, a receita fiscal cresceu em Janeiro 15% relativamente a Janeiro do ano passado. Quer dizer, neste período em que conhecemos não um, não dois, mas três PEC`s, em que subiu escandalosamente tudo o que é imposto e taxa, como é que a receita fiscal não haveria de subir?
Quando, quem é obrigado a pagar paga mais, como é que quem cobra não há-de receber mais?
Dizer isto aos portugueses, e dizer-lhes que se devem sentir mais “mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes ” cheira a puro sadismo.
A execução orçamental começa bem, sim senhor. Mas pelo lado mais provável, pelo lado sempre mais fácil. Da despesa ainda se não sabe nada. Veremos se daqui a algum tempo Sócrates põe o mesmo ar a dizer-nos que, do lado da despesa, também a execução orçamental começou bem.
Ah! E já estamos a falar de receita fiscal, soube-se também hoje que a Banca, com lucros muito maiores em 2010 que no ano anterior, pagou menos de metade de IRC que em 2009. Mais exactamente 55% a menos… Vamos lá nós perceber isto! Não será mesmo a gozar connosco?
Este é o ADN do socialismo. Afundar a economia com impostos para depois os redistribuir de uma forma que se pretendia justa. O êxito da primeira premissa contrasta com o insucesso da segunda. A ineficiência dos serviços públicos é escandalosa e, depois de quinze anos de socialismo, os portugueses não confiam no Estado nem nos critérios do Governo, que favorece amigos, primos e filados e ostraciza os restantes nove milhões e novecentos mil.
ResponderEliminarConcordo que " os portugueses não confiam no Estado nem nos critérios do Governo, que favorece amigos, primos e afilhados e ostraciza os restantes nove milhões e novecentos mil". Isto acontece "depois de quinze anos de socialismo", de dez de cavaquismo e de onze de preparação de cavaquismos e de socialismos. Todos têm amigos, primos e afilhados que somarão o que quantifica em 100 mil, de que não nos conseguimos livrar.
EliminarUm abraço Paulo