quarta-feira, 23 de março de 2011

A CRISE POLÍTICA III

Por Eduardo Louro


 


O governo está a cair e a crise política a erguer-se. No parlamento – sem Sócrates – vai caindo aos pedaços!


Entretanto, e como se tudo o que já se conhecia não bastasse, veio hoje a saber-se que afinal o défice de 2010 não tem nada a ver com o que foi propagandeado. Que o Eurostat diz que não. Que vai para além dos 8%!


A Grécia já passou por este filme. Todos nos lembramos que a desgraça grega começou pela falsificação das contas. Só nos faltava mais esta, passarmos também por aldrabões das contas. Já estavam aldrabadas com o fundo de pensões da PT e com as receitas de vendas dos imóveis depois arrendados, mas nem isso foi suficiente. Afinal percebemos agora por que é que o governo queria chutar os números do BPN - os tais que não custariam nada ao país - para as contas de 2008. Não percebemos, nem nós nem ninguém, por que raio é que haviam de andar dois anos para trás. Mas percebemos todos que é aldrabice!


Se isto é assim quando o governo ainda não caiu, o que é que aí virá?


Por mim já não tenho dúvidas: só quando este governo estiver morto e enterrado é que nos iremos aperceber da verdadeira dimensão da desgraça! Vamos ter ainda muitas mais surpresas…

2 comentários:

  1. Costuma dizer-se que à terceira é de vez. Esperemos que finalmente os portugueses saibam retribuir eleitoralmente a herança que José Sócrates deixou às gerações futuras.

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    1. Paulo, antes disso e depois desta euforia de vermos finalmente o homem pelas costas, temos um problema sério para resolver: o da governabilidade, em primeira análise e, em última instância, o da credibilidade da alternativa! Pedro Passos Coelho terá lui-même " condições? A rapaziada da máquina - uma clientela sequiosa - permitirá condições a PPC ? Coligação com o CDS pré ou pós eleitoral? Paulo Portas será de fiar quando ainda teremos um problema de submarinos a deixar entrar água por todo o lado?
      A continuidade de Sócrates não permite que do PS venha o que quer que seja em termos de de uma indesejável mas sempre alternativa teórica do bloco central.
      Isto não vai ser fácil! Mas lembremo-nos do Tiririca : pior não fica!

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