segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Feitiços, feiticeiros e ironias do destino

Por Eduardo Louro


 


O problema nem é se Machete apresentou diplomaticamente desculpas ou se apresentou desculpas diplomáticas. O problema é que depois dá nisto


O problema nem é se muito do que ali está escrito é mentira. O problema nem sequer é que lá esteja escrito que "Portugal está no centro de uma grave crise social e económica sem fim à vista". “O Estado Social que nasceu com a Revolução de Abril tem sido friamente destruído pelas elites reinantes. Os fundos de coesão da CEE foram desbaratados por cleptocratas insaciáveis que à sombra de partidos democráticos se comportaram como vulgares ladrões sem sequer se disfarçarem com colarinhos brancos”.


O problema é que isso até verdade!


O problema é que é também verdade que “Face ao esvaziamento dos cofres públicos, até as pensões e reformas dos idosos são confiscadas. Milhares de jovens quadros são obrigados a procurar em países estrangeiros o pão nosso de cada dia”.


Machete abriu também esta porta e espreitando lá para dentro vemo-lo lá, em todos os cantos… Ladrões, dizem eles…Cleptocratas!


O feitiço contra o feiticeiro? Ou simplesmente ironia do destino?

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