
Mais que 0,5% - défice mais baixo da democracia - é definitivamente a sublimação do défice. Acredito mesmo que este défice recordista tenha sido tão martelado como tantos outros, no passado. Só que em sentido inverso, enquanto estávamos habituados a números de ginástica encontrar números mais curtos, estou convencido que, agora, a ginástica foi para aquilo que deve servir - para fazer crescer!
Não tivesse o governo que pensar nos aliados da esquerda que o viabilizam e o défice seria até nulo, ou muito mais perto disso.
Que quer isto dizer? Quer dizer que o défice, goste-se ou não, concorde-se ou não, é ainda a questão central da governação. Governou-se para o défice durante a troika e continua a governar-se para o défice depois dela.
Há vida para além do défice? Há, mas não é a nossa!
Não, não é. É a vida dos nossos descendentes. Hoje é notícia mais uma troca de dívida, é certo que a um juro mais baixo, mas a pagar em 2030. Entretanto vai-se contraindo mais dívida. E tudo é apresentado pelos media como sucessos, quer porque se poupa nos juros, quer porque Portugal voltou a ter acesso aos mercados. Mas a dívida continua a aumentar, e não é uma dívida gasta em investimentos que a tornem mais fácil de pagar nesse futuro distante, mas que vai chegar. É para injectar, teimosamente, em bancos falidos, empresas deficitárias, e despesa corrente ( no fundo, aumentos na função pública ).
ResponderEliminarEm 2030 entrarão no que restar do mercado de trabalho os jovens que frequentam hoje o secundário. E que não têm culpas do que se está a passar.