
Encerra-se hoje este ciclo de debates a dois na pré-campanha, uma espécie de "must" da política espectáculo. Cabe, evidentemente, a António Costa e a Rui Rio, no papel de cabeças de cartaz, fecharem este ciclo de entertainement, fazendo deste o momento mais alto da programação.
Não admira por isso que o espectáculo dobre em tempo, e tenha transmissão directa, em horário nobre, em todos os canais de televisão. Sempre que contracenaram com os restantes nomes em cartaz, ou estes entre si, o espectáculo teve a duração de meia-hora, e passou nos canais de cabo dos três principais operadores de televisão, incluindo o público. Hoje os espectáculo é de uma hora, e todas as televisões o querem transmitir, mesmo à hora da telenovela...
De tanto recorrer às técnicas de marketing, e por tanto procurar o foco dos media, não é estranho que a política tenha acabado num produto de marketing mediático.
Palpita-me que o espectáculo vai ser triste.
ResponderEliminarJá assim é há muito tempo. Estou a lembrar-me de alguém ter dito, mais ou menos, que quem fosse capaz de vender sabonetes, também seria capaz de eleger políticos.
ResponderEliminarResta saber se quem consegue vender sabonetes quer vender políticos. Por exemplo, O'Neill não os vendia, rifava-os.
ResponderEliminarO mais triste é perceber que tudo está comprado antes mesmo de vendido. Fácil, o trabalho dos publicitários profissionais...
ResponderEliminarPor mim, pelo menos a alguns, nem arriscava rifa-los, pois podiam sair à casa.
ResponderEliminarTudo não. O que for de qualidade razoável custa que se farta a vender.
ResponderEliminarFalo dos políticos que nos vendem... a esses, aos razoáveis, quase nem os publicitam.
ResponderEliminarQual é a diferença entre PS e PSD?
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