Foi notícia em todo o lado, com reportagens em todas as televisões, o impedimento de uma miúda de 13 anos - nascida no Paquistão e residente em Tavira - participar num jogo de basquetebol, em Albufeira. Tudo porque, sendo muçulmana e usando hijab, usava por baixo do equipamento oficial peças de roupa que lhe cobriam as pernas e os braços, coisa que a equipa de arbitragem entendeu violar os regulamentos.
Parece no entanto que não. Os regulamentos da Federação Internacional de Basquetebol prevêem, desde há dois anos, a possibilidade de jogadoras muçulmanas cobrirem a cabeça e o corpo. Daí que apenas sobrem razões de ordem estética (que não podem, evidentemente, depender do critério da equipa de arbitragem, mas deixemos isso de lado), até porque não foi pela cobertura das pernas - com uns comuns collants, por muitas dúvidas estéticas que os calções também levantem - que o impedimento foi invocado. Foi pela cobertura dos braços, com uma inestética (mesmo assim menos que os calções) camisola de manga comprida por baixo da camisola de alças do equipamento usado comummente na modalidade.
Tudo apontaria para que aí estivesse mais um dos infindáveis casos de preconceito dos nossos dias. Não me parece. Parece-me mais qualquer coisa que se resolva com facilidade numa visita a uma loja da Nike. Que certamente já pensou nisto!
Não se trata de preconceitos, estamos em Portugal!
ResponderEliminarAntes de dizer disparates informe-se. Há regras que servem para que as pessoas se comportem nas sociedades. Como tudo na vida há que fazer opções, e essa menina tem de optar, como há de acontecer muitas outras vezes pela sua vida. Não são preconceitos, são REGRAS.
ResponderEliminarO que retiro da fotografia e das expressões das jovens, é que a "mustafá" está numa pose extremamente desconfortável, porque as amigas estão a gozar com ela e com o seu modo de se vestir, assim a modos como fez o Bernardo Silva com o preto amigão.
ResponderEliminarOu seja, se isto fosse nesse país de estúpidos, racistas e xenófobos onde joga o Bernardo Silva, estas meninas sorridentes já estavam com um processo às costas e seriam condenadas por racismo, tal como foi o Bernardo Silva.
Já em Portugal… tudo na maior, não se passa nada, blá, blá, blá. Viva o monhé.
Os complexos de inferioridade de algumas pessoas leva-as a sentirem necessidade de serem diferentes a todo o custo, utilizando todos os artefactos à mão.
ResponderEliminarSabendo, qualquer pessoa que, para fazer parte de uma equipa, tem que vestir um equipamento igual aos colegas da mesma, qual a intenção ao querer pôr em causa as regras, não de um clube mas, de uma federação de um país?
Os colegas, se querem ajudar, peçam à direção do clube para alterar o equipamento e jogam todos de igual à dita menina. Depois a menina para ser diferente vai querer tapar a cara. Temos que nos respeitar a nós próprios e fazer com que os outros nos respeitem , ao menos em nossa casa.
E em Portugal, somos um povo de gordos ou magros?
ResponderEliminarMas quais regras? As regras da federação internacional de basquetebol que já prevê o uso de peças extra para cobrirem os braços e as pernas? Quais regras mesmo?
ResponderEliminarLamento contrariar-te mas, pelo que li do ocorrido, o problema nada teve a bcer com questões estéticas:
ResponderEliminar1. O hijab estava a tapar o número da camisola (que, como sabes, é fundamental ser visível em qualquer desporto de equipa, tendo até havido casos de desqualificação por perda de dorsais, como bem sabes)
2. A camisola de mangas não era regulamentar (para ter mangas compridas deveria ser elástica, de compressão)
3. A jogadora e o treinador já haviam sido alertados em jogos anteriores, e desta vez não puderam contar com a benevolência do árbitro por este estar sob avaliação.
Invocar a tristeza da miúda, como fez o treinador, e dizer que "na próxima não joga a equipa toda" apenas serve para que as pessoas não leiam a notícia e completa e se foquem na coitadinha que foi discriminada. Não foi. Foi impedida de jogar por reiterar no desrespeito do regulamento.
Como dizes, nada que a miúda não resolva com uma ida às compras e com a reciclagem do equipamento. Infelizmente, perante a atitude do treinador, presumo que também este necessite de reciclagem, uma vez que finge não perceber a questão.
Fico triste por ver que se confundem as causas, lamento que se grite "discriminação" apenas por estar envolvida uma pessoa que é muçulmana. Há muitos casos de discriminação. Este, notoriamente, não o foi.
O problema não foi as pernas e os braços estarem cobertos, Makiavel. Convido-o a ler o meu comentário um pouco mais abaixo - apenas para não me repetir.
ResponderEliminarTem toda a razão. Há até quem se socorra de argumentos pífios como os seus, veja bem!
ResponderEliminarReligião nada tem a ver com "dar nas vistas".
Desculpem onde é que estamos?? Estamos a mercer de uma religião ou imposição da mesma!!! De onde vieram andem como quiserem. Lá as nossas mulheres têm de andar ao gosto deles.
ResponderEliminarPor que raio há sempre problemas destes com gente desta? O que diabo têm a mais o muçulmanos para impor a sua retorcida cultura, hábitos e pior, a religião e os seus preconceitos aos outros? Já repararam que SÃO sempre os outros a ceder e a compreender? E depois os preconceitos são nossos? Essa é muita boa! A rapariga se tem medo de ser alvo de atenções que vá para a terra dela e vida de acordo como as suas tradições, que muito possivelmente as suas avós caso fossem urbanas há 50 anos não cumpriam! Certas camadas de muçulmanos resolveram regressar ao Passado e a à imposição da sua religião que ofende cada vez mais gente racional, e o mundo todo tem de aceitar essa regressão e ainda por cima ceder nas exigências! Se quer praticar desporto já sabe as regras a que está sujeita, e são iguais para todos, não há cá discriminações, pois estão devidamente reguladas as excepções e não consta que desporto e religião - que por sinal é diferente de fé, muitos ignorantes confundem as coisas - se devam misturar, é uma aberração! Ela e a família dela ao virem para cá já saberiam, certamente, para onde vinham, se não gostam, mudem-se há mais mundo! Era só o que faltava mudar uma sociedade inteira por causa de um capricho imbecil de alguém que resolver viver com uma mentalidade ainda por cima regional de há mais de 1.000 anos atrás!
ResponderEliminaristo não uma república islâmica com mutilação genital, mas um local onde se bebe tinto
ResponderEliminarE branco. Nada de racismos.
ResponderEliminarNão conheço os pormenores mas o comentário da Sarin parece credível. Se há regras elas devem ser para todos. E há uma frase que diz "Em Roma, sê romano". Mesmo que houvesse aqui algo, face a outras coisas graves que acontecem (e são ignoradas), seria algo menor!
ResponderEliminarMas há outras coisas que eu conheço. Neste país há prioridades invertidas, alguns que falam no que é insignificante, são os mesmos que ignoram o que é grave. São as manobras de diversão que visam iludir!
"Foi notícia em todo o lado, com reportagens em todas as televisões", se foi assim então já todos conhecem isto! E o que a comunicação social censura 45 anos depois do 25 de Abril? E a manipulação e diversão até dizer chega?
A comunicação social faz uma filtragem ou mesmo censura e só depois divulga, a não ser que não o possam fazer. Se ficam à espera do que sai na comunicação social, só falam no que eles querem que falem.
Quando o mundo é bastante imperfeito, não queiram transmitir a imagem errada que ele é quase perfeito. Se existem princípios, eles devem existir sempre e não apenas quando nos convêm.
Já agora, neste país só há "meia-dúzia" de blogues!
E uma "ocidental" pode jogar na Terra dela com manga curta e calção?
ResponderEliminarSe o problema foi o que aborda no seu comentário, só lamento que a notícia tenha sido dada de forma incompleta. Quem sabe se não o foi propositadamente para suscitar comentários...
ResponderEliminarClaro que não, no minimo nem entra na equipe
ResponderEliminarVi pelo menos três versões da notícia. Acredito que o Eduardo, aqui do 5ª Emenda, tenha lido apenas as mais incompletas - não falaria pela metade intencionalmente.
ResponderEliminarNão consigo localizar aquela onde li sobre o hijab não estar devidamente colocado (de forma a deixar ver o número) e de a camisola não ser de compressão - mas se verificar a maioria das notícias tem como fonte o JN, funcionando como caixinhas de ressonância. Bastou este falar em "não querer mostrar os braços" e foi assim que foi propalado.
O problema, Makiavel, é a que a miúda é a melhor jogadora, e estes protestos apenas revelam que as manipulações começam cedo - a indignação do treinador devia começar antes, quando não exige o equipamento a rigor. Não se trata de miúdas a brincar, já estamos a falar de jogos federados.
https://www.jn.pt/desporto/muculmana-de-13-anos-impedida-de-jogar-por-recusar-mostrar-bracos-11508067.html
https://tvi24.iol.pt/modalidades/fatima-habib/basquetebol-federacao-nega-discriminacao-da-muculmana-impedida-de-jogar
As regras, iguais para todos, é que a roupa por baixo do equipamento seja da mesma cor do equipamento. É assim para todos os atletas de basquete. Não tem de ser diferente para este caso. O presidente do clube e o treinador, conhecedores das regras, já deviam ter arranjado uma solução para evitar os constrangimentos a que a moça foi sujeita
ResponderEliminarNāo posso deixar de dar a minha opinião.
ResponderEliminarEste caso não se trata se a atleta é da religião A ou B mas Sim uma INTERPRETAÇÃO errada das Regras. E claro que a Rapariga é uma extraordinária atleta que faz toda a diferença em Campo.
Infelizmente o bom senso não funcionou Para a mesa e a dupla de Árbitros, e assim criamos um caso Nacional.
Espero que a Associacao de Basket do Algarve aprenda com este caso.
E finalizo como comecei, não é um caso de descriminação da Religião A ou B, mas sim de falta de senso comum..... algo que por vezes devia funcionar mais
viva o Desporto
Viva o Basket ❤️
Vamos então por partes:
ResponderEliminar1) Sem preconceitos, é sem preconceitos. Ponto. Quer dizer: eu quis deixar claro que não era esse o meu tema;
2) Sem preconceitos de qualquer espécie, dou por adquirido (para mim) que aquilo é feio;
3) Sem preconceitos isso resolve-se bem, porque se há coisa que a as marcas de equipamentos sabem fazer bem é ganhar dinheiro com preconceitos;
4) Sem preconceitos, levem lá miúda a uma loja da NIKE que ela sai de lá equipadinha de hijab à maneira, bracinhos e perninhas cobertos, e pronta a encestar que nem a Ticha Penicheiro;
5) Sem preconceitos, assim naquele preparo, é que não. É mesmo feio!
Portanto, não me contrariaste nada. Só foste por outro lado.
Por partes... semi-de-acordo :)
ResponderEliminarNo começo dizias que os árbitros teriam impedido a moça por questões estéticas - que, na verdade, foi o que o JN noticiou, à boa maneira do CM: atropelando factos e usando títulos cheios de "glamour". Mostrei que a notícia, parideira de algumas outras 20 por esses jornais de ressonância fora, estava errada.
Já sobre a estética, feio é o equipamento amarelo, caramba! O preto fica sempre bem em qualquer ocasião! :)))))
Por falar em Ticha, fiquei chateada por ver uma conterrânea, verdadeiramente patrícia, a falar no assunto como se o JN fosse fonte fidedigna - e a cascar nos árbitros. Mau, mas agora nem quem sabe da poda se incomoda? Isto ainda vai dar que falar - e na volta tem o patrocínio de alguém ;)
Pois ... falha minha. Não li o JN, nem o tive como fonte da notícia. Até referi apenas televisões. Eu é que por mote próprio, como deixei claro no comentário anterior, achei aquilo feio. E fui por aí ... Eu é que quis ir por aí. Admito que o que deixei entre parêntises possa ter deixado a impressão que eu estava a reportar-me à decisão da arbitragem. Mas o que eu queria salientar era até o contrário. Era que, indo eu por aí, não cabia à arbitragem ir comigo.
ResponderEliminarDe resto, é feio o amarelo e são feios os calções.Olha, e tudo o resto.
E sobre o patrocínio ... já fiz a minha parte. E não ganhei nada com isso. Nem uma camisolita.
Os regulamentos são para serem cumpridos. Cada um professa a RELIGIÃO que quiser, as leis em Portugal não estão nem no corão, nem na biblia, são dos códigos penal e civil. O que é que não entenderam?
ResponderEliminarSubscrevo
ResponderEliminarPergunto uma vez mais: Portugal é um país de gordos ou de magros?
ResponderEliminarQueremos ser melhores que os outros ou ser iguais aos outros?
Xenófobo bom é xenófobo morto.
ResponderEliminarRacista de merda, devias estar preso. E o Bernardo Silva agradece-te por defenderes um ricaço como ele que até ganhou um dia extra de férias!
ResponderEliminarQual imposição? Aqui quem faz imposições são racistas como você! Para mim cada um veste-se como quiser.
ResponderEliminarNão sei onde é "lá", mas suponho que se refira a regimes autoritários. Vai mesmo comparar Portugal com esses regimes? É que nesse caso sugiro-lhe que emigre para um desses países!
Há alguma coisa na miúda que o incomode? Será que a sua vida é assim tão triste que tem que se preocupar com o que os outros vestem? Paranóico é o que você é!
ResponderEliminarVestir-se de forma diferente e mutilação genital têm tudo a ver. Se a estupidez matasse, o funeral deste anónimo já teria tido lugar há muito. E não se perderia nada.
ResponderEliminarNos EUA, que são tudo menos uma "república islâmica", a mutilação genital é bastante comum. Mas disso você não fala.
O que é para si "ser português"? Ser um racista que bebe vinho e não sabe respeitar o código da estrada?
ResponderEliminarQual é "a terra dela"? Sabe responder? É que pelo que li vive em Portugal, que é uma democracia. Se vai comparar Portugal com regimes autoritários, talvez lhe sugira mudar-se para um desses países! Não faz cá falta! Escumalha!
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