
Mudar, fazer diferente, é um imperativo normal de quem acaba de chegar a qualquer posto de poder, seja el qual for. Para deixar tudo na mesma não é preciso mudar, mesmo que muitas vezes seja preciso mudar para que tudo fique na mesma.
O que é preciso é fazer diferente, pensou também Carlos Moedas. Se calhar havia muita coisa por onde começar, de preferência uma das que não estivesse assim tão bem. Mas o novo Presidente da Câmara de Lisboa resolveu fazer diferente na primeira coisa que lhe chegou às mãos, sem se preocupar muito se, para fazer diferente, fazia pior. E logo na vacinação. E logo nesta altura, em que o alarme social volta a soar.
Não é fácil perceber que seja uma boa medida fechar dezenas de centros de vacinação espalhados pela cidade, e abrir um único numa ponta, olhe-se por que perspectiva se olhar. Mas é diferente, e isso é que importa a Carlos Moedas. E dinamiza uma das principais actividades da cidade, por acaso uma das que mais visivelmente tinha apoiado a sua candidatura, revoltada com as ciclovias - o táxi, pois claro. A Câmara paga, não se importem!
E que aconteceu à promessa de eliminar a ciclovia da Almirante Reis no dia seguinte a ganhar as eleições? Já tomou posse, que me lembre, no dia 18 de Outubro, e a ciclovia lá está, sem sinal algum de obras para a remover, sem que o 360º da genial e perseguida Fátima Felgueiras reporte seja o que for, e sem que qualquer dos canais de TV (deve ser por estarem todos controlados pelos 'xuxialistas', como se pode ler nas redes sociais) tal mencione. Aliás, a propósito do escândalo que o senhor refere, cadê as reacções dos media? Imagine-se, ter o desplante de justificar esta inovação com a inoperância dos mesmos centros que no tempo do Vice-Almirante tão bem funcionaram! Deve ser uma questão de patente...
ResponderEliminarAh... isso é o estado de graça.
ResponderEliminarSandra Felgueiras. Fátima era a mãe. Também era genial, mas por outros motivos
ResponderEliminarMas ainda bem que existe a ciclovia. Utilizo-a todos os dias úteis e dá-me imenso jeito. Mas se querem menos trânsito, podem sempre utilizar menos o carro!
Tem razão, quanto ao nome, foi evidente lapso e agradeço a correcção. No que toca à ciclovia, peço licença mas discordo. A minha avó usava dizer: "é por isso que o mundo não tomba"...Além disso, agora, aos 74, não vou decerto aprender a andar de bicicleta. Mas nada tenho contra o seu uso. Apenas me parece que uma via urbana com a importância da Almirante Reis, de escoamento de tráfego automóvel intenso, não deve ficar tão estrangulada. E também gostava que os ciclistas (lá está, não as bicicletas) se habituassem a respeitar as normas do Código da Estrada e não se atirassem loucamente passeios fora, como se não houvesse peões, nomeadamente alguns menos capazes de se desviarem com a prontidão que por vezes é precisa. E que, tal como os trotineteiros, não se sentissem nem agissem como se fossem uma nova variante de DDT.
ResponderEliminarApesar dos táxis serem de borla não são obrigatórios.
ResponderEliminarQuem quiser pode ir de bicicleta para receber a vacina.
Parece-me uma ideia ridícula, mas não me surpreende vindo de Carlos Moedas, sinceramente. Acho que a vontade de parecer diferente de Medina é tão grande, que não percebe que a questão da vacinação é demasiado importante para fazer "politiquice". Em relação à Ciclovia, vivo ao lado da mesma e fico incrédulo com a quantidade de gente que votou no Moedas porque pensava mesmo que ele ia retirar a ciclovia logo no dia a seguir à eleição... Vindo desta personagem, via-se logo que era uma propaganda eleitoralista para ganhar votos... e foi bem sucedida.
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