quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...


Ainda aqui não tinha trazido a Vuelta, e já vai a mais de meio. Até a etapa rainha já ficou para trás, na passada terça-feira, em Andorra, que fez com que o holandês Tom Dumoulin - a grande surpresa da prova - tivesse de entregar a camisola vermelha - em Espanha é vermelha, a camisola que é amarela em todo o lado e rosa em Itália - ao italiano Fabio Aru, companheiro de equipa do seu compatriota Nibali, que foi expulso logo à terceira etapa. E a hora de todas as decisões ainda não chegou a esta que completa o restrito lote das três maiores competições do mundo: tudo está por decidir nos próximos três dias de alta montanha pelos Picos da Europa.


Trago hoje aqui a Vuelta porque hoje, em Tarazona, foi o dia do Nelson Oliveira. Ganhou brilhantemente esta que era etapa 13, da sorte, para quem tudo tem feito para a merecer. E se os espanhóis são useiros e vezeiros em ganhar em Portugal, o inverso é raro. E é por isso um grande feito: tanto que esta foi apenas a décima vitória portuguesa. Tanto que a última já tinha nove anos, e fora obra do Sérgio Paulinho. E que, antes, temos de recuar mais de trinta anos, para encontrar três vitórias do inigualável Agostinho!


Para além excelente prestação do Nelson Oliveira, que pôde abandonar por uns tempos a personagem de lugar tenente de Rui Costa, ausente da prova, também o José Gonçalves, que tão bem esteve na Volta a Portugal, tem dado nas vistas.


Dos craques, depois da saída de Nibali pela porta pequena, de Froome ter sido totalmente destroçado na tal etapa rainha de Andorra, e com Nairo Quintana enterrado na classificação geral, fora do top ten e praticamente fora da discussão da corrida, apenas Valverde está vivo. Mesmo sem ter feito grandes provas de vida é sexto na classificação geral, a apenas 2 minutos do líder italiano.


Tudo aponta para que as coisas se decidam entre Aru, o eterno Rodiguez, el purito, a apenas 27 segundos, e o surpreendente Tom Dumoulin, o anterior camisola vermelha, a 30 segundos. Mesmo que o miúdo polaco - Majka Rafal - e o colombiano Chaves Rubio, um dos três a vestir a roja, e quem até agora mais tempo a usou, estejam logo ali, apenas com mais um minuto.

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