segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mundial da África do Sul #5: Ketchup

Isto é futebol (SAPO)


Ao segundo jogo a goleada, a lembrar a feliz imagem que o Cristiano Ronaldo tinha lançado: “os golos são como o ketchup, às vezes saem todos de uma vez”.



Uma goleada que chegou com o Verão, que se apresentou precisamente à hora em que se ouvia o hino nacional. Uma boa hora, como se viu quando reparamos que, pela primeira vez de há muito a esta parte, todos os jogadores o cantaram. Percebeu-se então que na Cidade do Cabo, naquele Green Point onde ainda ninguém ganhara – e já lá tinham jogado a Itália e a Inglaterra, entre outros – as coisas podiam correr bem: que aquela Coreia do Norte se transformaria também de Tormenta em Boa Esperança.


Fica o resultado, sete a zero que já não se usam, num jogo com uma segunda parte imprópria de uma fase final do Campeonato do Mundo de Futebol. E ficam algumas coisas boas: um resultado moralizador, que esperemos possa tranquilizar aquela gente, o regresso de CR aos golos pela selecção, um golo que fugia e que os ferros das balizas lhe iam negando mas que acabou por surgir num movimento invulgar e com uma coreografia espantosa e, finalmente, a feliz exibição de Tiago, coroada com dois golos e a permitir perspectivar a eventual substituição de Deco que, afinal e como se viu, é agora premente.


Mas também ficam algumas coisas más, que seria bom não tapar com este resultado: o completo desperdício das situações de bola parada, com os cantos sucessivamente mal marcados (ao primeiro poste e por baixo) e a falta de soluções testadas e trabalhadas para a cobrança dos livres; a posição de lateral direito que continua por resolver depois de testadas as soluções Paulo Ferreira e Miguel, este hoje claramente o elo mais fraco da equipa, a pedir agora que se experimente a solução Ruben Amorim e, ainda, o definitivo atestado de incapacidade de Pepe pois, de outra forma, não se percebe que, chegada a hora das substituições, não tenha sido utilizado.


Ah! Repararam que o Simão esboçou o festejo do seu golo com o gesto do anúncio publicitário àquela rede de fast food que ele promove? Não passou de um esboço ou foram as câmaras de televisão que se desviaram? Um tema que não será pacífico…


 

2 comentários:

  1. Todos estamos satisfeitos. No final do jogo só faltou mesmo uma vénia da equipa a Eusébio. Seria muito bonito e deixaria refém todos os media internacionais que lá teriam de ir aos livros de história para saber explicar o momento, que não aconteceu.

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    1. É verdade, Paulo. Teria sido muito bonito e ao mesmo tempo a forma de desmentir os coitados dos coreanos, que diziam que o Eusébio já lá não estava. Não estava a jogar mas estava lá, a rir quando o CR marcou. Não se sabe é se riu do golo ou da matança do borrego.
      Um abraço Paulo.

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