Por Eduardo Louro
O ministro da propaganda – perdão, da presidência –, Silva Pereira, garantiu hoje, enquanto, também ele, anunciava os fabulosos resultados da execução orçamental do primeiro trimestre, não existir qualquer risco de rotura no pagamento de salários da função pública. E chamou de terroristas as notícias que davam conta desse risco, como as que ontem circularam relativamente às forças armadas.
“Quando a receita cresce 15% e a despesa desce, é evidente que as receitas cobrem despesas…”, disse. É evidente que sim - é mera aritmética - partindo de um défice menor ou igual a 15%. É o caso, suponho! Portanto é assim evidente que não há défice – que é o que acontece quando as receitas cobrem as despesas.
É evidente que a troika está cá por engano. Foram chamados para Espanha e vieram, por engano, parar a Portugal.
O que a propaganda faz. É tal o esforço de propaganda que até com o défice se acaba! Tivesse o governo investido tanto na governação como agora investe na propaganda e hoje não tínhamos problemas nem de défice, nem de dívida, nem de confiança, nem de credibilidade, nem de nada…
Sempre na linha do que já levou alguém a comparar os congressos do socialismo nacional com os do nacional socialismo.
ResponderEliminarE na linha dos ministros da propaganda de certos regimes....
EliminarOlá ,
ResponderEliminarNão consigo abrir a ligação que apresenta. Não tem importância.
Não me esqueço do texto que lhe prometi. Estou, efectivamente, de férias com uma uma ciática ou curalgia... É o que dá ler e mudar estantes de um lado para outro, quando se está de férias. Não perder a memória na sua própria mini biblioteca, em casa.
O texto prometido seguirá até porque li um artigo interessante que me chegou às mãos. Mas alargarei o artigo, ok ?
Obrigado pela ligação ao artigo do jnegócios que cita Otelo de Carvalho.
Não irei dissertar sobre o 25 de Avril. Apenas perguntarei : Quantos portugueses morreram para emigrarem antes do 25 Abril e quantos morrem hoje ?
Otelo de Saraiva é, salvo erro meu, aquela voz que se ouve no filme de Maria de Medeiros : Eu ainda serei o "Che da Europa " !?
Só que o Che, sendo Marxista, desconhecia a palavra povo. Já Otelo não parece ter os mesmos parámetros. Influências do estalinismo ( depois maoismo ) ?
No marxismo, salvo erro, o conceito povo não aparece. Só classes. Daí o internacionalismo que se encontra em Le Clézio ( prémio Nobel ) ... E a noção de luta de classes. E que continua a ser verdade se o proletariado magrebino, arabe, português, francês ... já nada tem a perder...
Para sua informação : A total, companhia francesa, anunciou o que litro de gasolina chegará a 2 euros antes do fim do ano, desauterizando um presidente turbo liberal ( sarkozy ). Estamos no turbo liberalismo ao quadrado e quanto menos estado melhor para estas quadradices.
Eu nunca vi qualquer edição pt que apresentasse o título : manisfesto do comunismo. Aparece sempre manifesto do partido comunista. Não é igual.
Para acabar,
Não tenho qualquer partido a lhe propôr. Mas a troca de ideias é um mais. E regressar a uma análise da sociedade sem preconceitos também não é pecado.
Nuno
É uma ligação ao jornal i - o mais jovem jornal nacional, com cerca de 3 anos, se não estou em erro. Cá funciona, ainda agora confirmei.
EliminarDesejo-lhe as rápidas melhoras dessa "doença de biblioteca" e cá fico à espera do texto.
Um abraço e bom fim de semana.