Por Eduardo Louro
Com o país no estado em que está, com o FMI já instalado e os alemães a apresentarem uma providência cautelar no Tribunal Constitucional, porque não estão dispostos a dar mais para este peditório, com o PS no estado que acabámos de ver no fim-de-semana e com o PSD e Passos Coelho como estamos a ver – sem rumo, sem estratégia, sem clarividência e que decididamente não convence – já está à vista no que vão dar as eleições!
Porque vivemos na fatalidade de dois terços do eleitorado votar no PS e no PSD, independentemente do seu desempenho, das suas propostas eleitorais - que ninguém sequer está interessado em conhecer - e da personalidade e carácter das suas lideranças – o que bloqueia todo o espectro partidário – já dá para perceber que, com um Passos que não convence e um PSD que não descola (com Fernando Nobre a ser o tiro que sai pela culatra) e com Sócrates agarrado à bóia, nenhuma maioria parlamentar efectiva poderá sair destas eleições que não passe pelo bloco central.
Parece-me que Paulo Portas terá sido o primeiro a percebê-lo. Prepara-se já para ser o novo de líder da oposição.
Da esquerda não há muito a esperar. O Bloco cresceu até rebentar… Já rebentou! O PCP vai-se segurando com um tecto nos 10% que um eleitorado fixo lhe garante. Ambos bem agarrados às suas crenças e de olhar perdido em tempos que já não voltam.
Eis pois o que nos espera: um governo com este Sócrates e com este Passos Coelho (continua por esclarecer aquela trapalhada do encontro em S. Bento), um presidente de magistratura activa invisível e com o discernimento político que ainda no passado fim-de-semana demonstrou, e uma oposição liderada por Paulo Portas.
Seria possível pior?
Vindo dos nossos políticos, pior é sempre possível, pois sempre foram pródigos em mentiras e más surpresas.
ResponderEliminarIsso é que é optimismo, Paulo!
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