Por Eduardo Louro
Acabo de chegar de Cós, do Convento de Santa Maria de Cós – a que regressei pela primeira vez depois do casamento da minha filha Filipa, aí realizado – onde tive oportunidade de assistir a mais um fabuloso espectáculo musical da programação do cistermúsica – XIX Festival de Música de Alcobaça, este ano “em Torno de Inês”.
Desta vez assisti a uma extraordinária actuação de uma fabulosa orquestra de … duas violas! Os gémeos Katona – Peter e Zoltan -, cidadãos alemães nascidos na Hungria e residentes em Liverpool, não se limitam a convocar-nos para um extraordinário recital, onde o difícil é saber o que mais nos emociona: se o virtuosismo da sua extraordinária capacidade de execução, se o inimaginável desafio que o seu repertório coloca à viola ou se a fantástica resposta daquelas duas violas a esse desafio. Eles revolucionam todos os conceitos de instrumentos musicais: para mim, a partir de hoje, a viola está entre os mais nobres dos instrumentos com que se produz música!
Isto de acompanhar as plantas e os animais diariamente é actividade muito absorvente ficando o Quinta Emenda para trás, daí o atraso no comentário. As plantas são mais pacientes e de grande nobreza por sofrerem em silêncio e morrerem de pé, mas se lhe retiramos atenção, definham e morrem.
ResponderEliminarEste ano ainda não participei nos eventos do cistermúsica , ainda que considere um dos melhores eventos culturais e musicais da região. Parabéns à organização e ao Alexandre Delgado, nomeadamente por valorizarem o nobre espaço do Convento de Cós. Não esqueço a fabulosa e também virtuosa interpretação do catalão Jordi Savall na viola da gamba, que ocorreu no Mosteiro de Alcobaça, quando do encerramento do cistermúsica de 2009. Talvez o maior estudioso e intérprete contemporâneo deste instrumento.
Associo-me aos sua parabéns: ao Alexandre e à C.M.Alcobaça .
ResponderEliminarO Cistermúsica é o acontecimento musical do ano da nossa região. Pena que não tenha mais público mas, como diria o outro, é a vida!