Por Eduardo Louro
Hoje comemora-se a implantação da República, há 101 anos. É por isso feriado, embora muitas vezes pareça que é feriado apenas porque …é feriado!
Não sei se, na tentativa de ganhar tão velha e batida guerra da produtividade, será este um dos feriados a sacrificar. Sei é que este é um dos feriados mais chatos e entediantes, marcado por cerimónias bafientas.
De um lado uma velha brigada de reumático, que fala de uma ética republicana que ninguém reconhece, em tons de uma superioridade moral que não resiste ao mínimo sopro. Do outro, com o mesmo ar de brigada arregimentada para o momento, invoca-se uma outra superioridade para a mesma moral, agora sustentada noutras realidades de uma Europa do norte de que cada vez estamos mais afastados.
É, e cada vez menos, porque cada vez menos é a discussão que importa, o único momento para a eterna discussão da causa monárquica, em vez da discussão da República, cada vez mais empobrecida por presidentes cada vez mais pobres. Que procuram em anonas e vacas felizes o discurso que lhes falta para segurar as últimas pontas de uma nação de esperança perdida!
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