Por Eduardo Louro
E pronto lá vamos nós ao europeu do leste, na Polónia e na Ucrânia. Bem à portuguesa, bem sofrido, bem já no fim…
É a nossa sina, o que é que se há-de fazer?
O jogo de hoje, a última oportunidade que tínhamos de lá estar em Junho, permitiu-nos rever o filme de todo o apuramento: uma superioridade imensa que às vezes parecia não servir para nada, a troca das voltas da sorte e do azar, momentos de altíssima concentração logo seguidos de outros de completa descompressão, sempre penalizadores e, finalmente, golos, espectáculo e festa. Atravessamos ao longo deste jogo todos os momentos da fase de apuramento: o espectro do primeiro jogo – o inacreditável empate a 4 com o Chipre –, o azar do jogo na Noruega, a desconcentração dos dois últimos jogos - com a Islândia e com a Dinamarca – e o brilhantismo dos jogos caseiros com a Dinamarca e a Noruega.
Durante a maior parte do tempo a selecção jogou 10. Jogar com 10 não ajuda, convém não esquecer. Paulo Bento insiste em jogar com dez. Coloca sistematicamente o número 23 na ficha de jogo, manda mesmo uma camisola com esse número para dentro do campo, mas … quem jogue à bola é que não!
Mas é nestas coisas que o futebol é o que é. Isto mesmo! À entrada do último quarto de hora toca pela primeira vez na bola e… golo. Pouco depois, na segunda vez que toca na bola, o segundo golo. Em paralelo com o adversário, que fez dois golos nas duas vezes que rematou à baliza. Mas que também não jogou nada. Não deu para perceber que equipa é esta da Bósnia, que nem de perto nem de longe, conseguiu justificar o receio que por aí se vendeu. Nem as estatísticas que ostentava! Nem as dificuldades que impusera à selecção francesa!
Ah! E um grande Cristiano Ronaldo. Hoje foi tudo nesta equipa…
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