Por Eduardo Louro
Pinto da Costa veio hoje pedir às televisões que passassem, sem comentários, não sei quantos penaltis que Duarte Gomes assinalou a favor do Benfica nos últimos anos e o que ontem não terá assinalado sobre o Belluschi, que não teve sequer qualquer influência no resultado. O Porto ganhou – contra dez, mas ganhou – por dois a zero!
Não tenho grandes dúvidas que, pelo menos a Sport TV - mas mesmo a RTP – lhe farão a vontade. Não será é sem comentários!
O que Pinto da Costa não coloca na encomenda é o penalti no Dragão assinalado ao Yebda, que decidiu a vitória do Porto e afastou o Benfica do título. Nem o da Figueira da Foz, no ano passado, que lhe deu a vitória e precioso amparo para o arranque da época, quando o Benfica era empurrado para longe por arbitragens escandalosas. Nem o de Guimarães, no jogo inaugural desta liga, para aproveitar do empate encarnado em Barcelos e repetir a época passada.
Isto sem o mínimo esforço de puxar pela memória, para não tornar este texto ilegível. De tão grande e monótono!
É estranho que Pinto da Costa – notável desta lista de gente extraordinária, onde já bisa – surja agora? Não, não surpreende ninguém. Ele sabe quando e como tem que aparecer. É cirúrgico!
Como também sabe fazê-las sem sequer aparecer. Alguém se lembra que, no mesmo dia do derby, um jornalista da TVI foi ameaçado e insultado por Pinto da Costa e agredido pelos seus capangas?
Provavelmente alguns lembram-se vagamente de qualquer coisa. Porque para comunicação social – e em particular para a desportiva – não se passou nada…
Num dos expoentes do corporativismo, nem mesmo quando a vítima é jornalista!
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