Por Eduardo Louro
Depois de uma reunião extraordinária, outra reunião extraordinária. Ainda não tinha acabado a reunião extraordinária do Conselho Europeu de hoje – a tal onde, para além do acordo do sobre o novo pacto orçamental, se iria finalmente falar de crescimento económico e de desemprego - e já estava marcada uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e Governo para logo a seguir. Non stop!
Nada como assim. Pelo menos não fica tempo para anunciar mais uma cimeira decisiva. E, se calhar, esta é que é mesma decisiva: a Grécia recusou – só podia – a ignóbil proposta alemã, e agora não tem como deixar de esperar pela retaliação. E Portugal, como se está a ver pelo galopante crescimento do risco de incumprimento, pelos máximos históricos das taxas de juro e pela imprensa internacional destes últimos dias - depois do Wall Street Journal, agora o Financial Times -, deverá comer por tabela.
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