terça-feira, 20 de março de 2012

CLÁSSICO

Por Eduardo Louro


Óscar Cardozo acende Luz para a final (SAPO) 


À saída para o intervalo, com o resultado em 2 a 2 e depois de três bolas no ferro - duas bolas do Luisão e uma do Aimar – tantas quantos os remates do Porto - um deles contra o Javi, que desvia a bola para a baliza e dá no primeiro golo – o narrador da SIC pergunta ao comentador Joaquim Rita: resultado justo, Joaquim?


- Sim, é um resultado justo: respondeu o Joaquim!


Melhor que isto só Vítor Pereira. E Pinto da Costa!


O Benfica foi superior em três quartos da primeira parte. No único quarto em que o Porto se superiorizou, quando passou do 1 a 1 para o 2 a 1, chegou a pairar a ideia de que o Benfica voltava a ser vítima da síndrome que ultimamente tem passado pela Luz. Que faz galvanizar o Porto e encolher o Benfica. E que faz com que os remates do Benfica morram nas costas dos jogadores do Porto, enquanto os do Porto batem nas costas dos jogadores do Benfica apenas para encontrar o caminho da baliza e trair o guarda-redes.


Mas foi sol de pouca dura. Rapidamente o Benfica dá a perceber que só com muito mais azar deixaria de ganhar o jogo, tal a superioridade que só o Joaquim não viu.


A segunda parte foi menos intensa e mais repartida e, no fim, um resultado simétrico do do último clássico. Só que com golos legais!


E sem casos, mas com bloqueios nas bolas paradas, segundo o Vítor Pereira. Que perdeu o jogo porque o árbitro marcou muitas faltas, a proporcionar bolas paradas, em que o Benfica é superior pelos tais bloqueios sistemáticos, de que é preciso avisar os árbitros. E porque há um fora de jogo a Hulk.


Ele afinal vê coisas. Mas há coisas que não vê: não vê que a equipa foi abaixo fisicamente, nem vê que não estão a jogar nada. É já um clássico!


Mas Pinto da Costa está a ver. Pareceu-me demasiado nervoso… O que não é um clássico!


 


 

4 comentários:

  1. fascinante. O porto fez um barulho deste por um troféu por eles apelidado de menor. Imaginem se achassem a Taça importante.

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    1. A Taça da Liga é uma competição menor. Competição a sério e troféu de mont(r)a é a Supertaça... É um troféu tão importante, tão importante que, para a contabilidade deles, conta exactamente o mesmo que um campeonato nacional. O que eles gostam é de somar alhos com bugalhos, que dá no mesmo que armar a confusão, a sua grande especialidade.

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  2. Um velho caquético e um treinador sem ponta por onde se lhe pegue dá nisto. Se não fosse as ajudas divinas, o FCP já estava há muito afastado do título, penso eu de que...

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    1. Não vale a pena remeter para o Divino, Dylan. São ajudas bem terrenas. E inesgotáveis. É como as energias renováveis...

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