Por Eduardo Louro
O Benfica perdeu com o Chelsea, o tal adversário escolhido pelo Jorge Jesus. Podia muito bem não ter perdido, mas perdeu! Com queixas da arbitragem - mais uma vez e a provar que não é só por cá, embora cá seja mais frequente e mais grosseiramente (não se pode dizer muito mais porque eles já ameaçam com greve) - que não viu que, às vezes, os jogadores de Abramovich jogavam a bola com a mão, uma delas bem dentro da área. Com queixas da sorte e com queixas (e saudades) do Ramires, o melhor jogador da equipa do magnata russo, que para lá vimos partir, juntamente com David Luiz (que saudades também, agora que não há Garay), a troco de uns (poucos) milhões. E com queixas do Di Mateo, que é italiano. E, de uma forma geral, de todos os jogadores do Chelsea, que não aceitavam os esquemas tácticos do André Vilas Boas mas que, pelos vistos, aceitam bem a táctica de retranca italiana deste anterior adjunto.
O Benfica, sem atingir o brilhantismo, jogou bem, e Gaitan, em particular - isto, quando é para inglês ver, é mesmo outra coisa - jogou mesmo muito bem. Que jogue assim também no que resta do campeonato nacional, para que, quando no final da época partir para Inglaterra, não deixe cá dívidas.
Podia o Benfica ter ganho, mas não ganhou, o que já se vem tornando hábito. Porque, pela primeira vez em muitos jogos, não marcou na Luz: mais um recorde, pela negativa, destes últimos tempos. A eliminatória está no mau caminho, apesar do Jorge Jesus achar que não. Na próxima quarta-feira há mais, em Londres. Mas a coisa está mal encaminhada!
Antes disso há sábado. Sábado, na Luz, com o novo líder do campeonato. É a prova dos nove!
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