Por Eduardo Louro
O primeiro-ministro ontem gozou com a UGT. Em inglês (mau, mau mas em inglês) mas gozou!
Face às sucessivas violações do governo do acordo de concertação social – que não deveria apenas respeitar, deveria respeitar escrupulosamente, não só para segurar o mínimo denominador comum da paz social mas, acima de tudo, para segurar o seu valor inestimável na credibilidade interna e externa do governo – João Proença ameaçou denunciar o acordo que havia assinado. De Londres, Passos Coelho, disse que não se passa nada, que é apenas o aproximar do 1º de Maio (“the first of May date”, disse ele)!
Isto não é gozar apenas com a UGT. É gozar com todos nós!
Mais ou menos na mesma altura, em Madrid, o rei Juan Carlos abandonava o hospital onde estivera internado enquanto a Espanha se indignava com a sua caçada no Botswana e, sem ninguém lhe colocar a questão, visivelmente mais preocupado em fazer aquela declaração do que em qualquer outra coisa, tomou a iniciativa de pedir desculpa ao povo espanhol e de garantir que não mais repetiria um erro daqueles.
Nunca vimos isto em Portugal! Perante todos os erros, muitos deles bem mais graves (não é Senhor Presidente da República?), em Portugal fogem, escondem-se e chutam para canto. Fazem de nós parvos. Gozam connosco!
Sem comentários:
Enviar um comentário