Por Eduardo Louro
O Papa enviou um emissário (nada como nos bons velhos tempos) para dizer ao governo que não aceita a abolição dos feriados da Assunção (ao céu) de Maria – 15 de Agosto – e do primeiro de Novembro, dia de Todos os Santos.
Acho que também deveríamos encontrar um emissário para ir dizer ao governo que não aceitamos - mas de maneira nenhuma - que seja abolido o feriado que assinala a data mais importante da História de Portugal ainda comemorada: o primeiro de Dezembro. Que o governo aboliu, a par do 5 de Outubro!
Não sendo possível comemorar a data da independência inicial, em 1143, e não se comemorando nenhuma data da sua confirmação, na crise de 1383-85, não é aceitável que deixemos de assinalar, com feriado nacional, o dia da Restauração. O dia que marca a última vez que tivemos de confirmar a independência de Portugal!
A não ser que se pretenda definitivamente assumir a soberania perdida…
É o que muitos já não disfarçam. Vejam-se, por exemplo:
ResponderEliminara) As declarações de Carlos Costa - http :/ www.jornaldenegocios.pt /home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=551677
b) Seguro e Rubalcaba - http ://expresso.sapo.pt/socialistas-ibericos-unidos-por-um-governo-economico-europeu=f719788
Eduardo, acredito que este seu comentário se refira ao post anterior. Acho que essas declarações do governador do Banco de Portugal fazem sentido - ao contrário de outras que ele tem proferido ultimamente - duvido é que "cheguem ao céu" (não se entenda que estou a chamar o que quer que seja ao senhor). Deveria estar a tratar-se disso, mas apenas se está a tratar da tal regra de ouro. Já a dos socialistas ibéricos não chega nem ao céu nem a lado nenhum. Quando estavam nos governos ibéricos é que deveriam ter tomado essa iniciativa. Mas, nessa altura, a Espanha não era Portugal. E Portugal não era a Grécia...
EliminarCaro Homónimo,
EliminarClaro que o meu comentário sofreu de excesso de alça.
Eu não ponho em dúvida que as palavras de Carlos Costa façam sentido. Afinal ele é um governador de um banco central, um alto agente da doutrina do planeamento central. O meu ponto é precisamente esse: ao apelar-se a um governo económico à escala da UE, NECESSARIAMENTE se está a abdicar da soberania.
O mesmo se diga das palavras de Seguro e Rubalcaba. A diferença apenas está na (muito menor credibilidade) de quem as enuncia.
Inteiramente de acordo Eduardo ( é um belo nome, sem dúvida)! Quando a malta está à rasca manda a soberania às urtigas. E depois há outra coisa: mais vale sem soberania mas com algum calorzinho nas costas do que sem soberania e de calças na mão!
EliminarUm abraço.