Por Eduardo Louro
Dois dias depois do de cá, jogou-se o dérbi aqui do lado, de Madrid.
Também em casa do Sporting de lá, o Athletic. Também o Benfica de lá – o Real – estava obrigado a ganhar depois de, como cá, ter deitado fora uma vantagem confortável – só que bem mais confortável e com bem menos desperdício – arriscando-se a ficar com apenas um ponto de avanço sobre o Barcelona, a poucos dias de lá se deslocar. Também o árbitro começou por perdoar um penalti à equipa da casa.
Mas acabaram-se as semelhanças e os pontos de contacto entre os dois derbis. Até porque, no de lá, ao contrário do de cá, o árbitro assinalaria o segundo penalti que o jogo ditaria a favor dos forasteiros!
O jogo foi muito melhor – o que até nem admira, os jogadores eram melhores – e o Benfica de lá ganhou, como tinha de ganhar. Até talvez por números exagerados (4 a 1), mas disso tem culpa o Cristiano Ronaldo, que fez três – um hattrick, mais um, chegando aos 40 golos e voltando a ultrapassar o Messi – e a assistência para o quarto.
E como o Benfica de lá não é como o de cá, fica com quatro pontos de avanço, enquanto que o de cá tem os mesmos quatro de atraso. E vai certamente ganhar o campeonato, resolvendo um problema ao treinador do de lá. É que, ganhando o campeonato, Mourinho vai querer ir embora sem que os adeptos queiram que parta. Se o não ganhasse, seriam os adeptos de lá a quererem que fosse embora e o treinador a não querer (poder?) ir.
Ah! Afinal aqui está outro ponto de contacto…
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