Por Eduardo Louro
Nas comemorações oficiais do 25 de Abril, na Assembleia da República, salientaram-se os discursos do deputado do CDS – de quem nem sei o nome – e o do Presidente da República. Lamentável o primeiro, tão lamentável que não merece mais palavras. Pouco menos que isso, o segundo!
Foi um presidente ausente, como tem sido. Que, constantemente, assobia para o lado. Que passa pelos problemas como cão por vinha vindimada…
Se há oportunidade para o Presidente da República se revelar vigilante e activo no discurso é esta. É no 25 de Abril!
Para Cavaco Silva já não importam os limites dos sacrifícios há muito ultrapassados, nem a falta de equidade na sua distribuição. Não importam as desigualdades instaladas na sociedade portuguesa, nem importa se o governo brinca com a concertação social, temas que não estão só na ordem do dia. Estiveram também, num passado recente, no centro das suas preocupações, ou do que delas dava conta!
É importante que os portugueses passem para fora imagens positivas? Claro que sim! Mas é apenas isso que, numa altura destas, tem para dizer aos portugueses?
Parece que sim. O que Cavaco teve para nos dizer foi que sofrêssemos calados e que esse sofrimento não tem importância nenhuma. Importante é que mostremos boa cara para o exterior!
PS: Este foi o cravo que caiu da lapela de Cavaco. Era o único sem cravo: governo, presidente da AR, todos com cravo. Está explicado: caiu. É este o momento preciso em que ia a caminho do chão!
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