quarta-feira, 1 de agosto de 2012

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (V)

Por Eduardo Louro


                                                                      


Com a prova do contra relógio o ciclismo de estrada despediu-se hoje dos Jogos Olímpicos. Com a conquista da medalha de ouro, Bradley Wiggins, depois de vencer o Tour, mostrou nos Jogos que é actualmente o melhor ciclista do mundo. Bateu o alemão Tony Martin, que abandonara a Volta a França para se preparar para esta prova, cujo título lhe pertencia desde Pequim, e que ficou com a prata. Cris Froome confirmou o excelente desempenho no Tour, conquistando a medalha de bronze, a apenas 26 segundos do alemão e a pouco mais de um minuto do seu companheiro de equipa e de selecção.


É a sétima medalha olímpica de Wiggins (quatro de ouro, uma de prata e duas de bronze, distribuídas por quatro olimpíadas – Sydney, Atenas, Pequim e Londres – e é já o atleta britânico com mais medalhas olímpicas) e é tanto mais notável quanto se segue à vitória no Tour, destrona o campeão em título que se preparara especialmente para esta prova, desistindo no Tour como se referiu e, the last not the least, quando foi dele todo o esforço no controlo da corrida no passado sábado que atribuiu a medalha de ouro a Vinokourov, o veterano ciclista do Cazaquistão a terminar a carreira. O ouro estava então reservado para o britânico Mark Cavendish, o melhor sprinter dos últimos anos, e a equipa britânica apostou em controlar a corrida (de 250 quilómetros) sozinha. Em vão, e pondo em risco a condição física de Wiggins para a prova de hoje.


O único representante português – Nelson Oliveira – ficou-se pelo 16ª lugar. Na prova em linha de estrada do último sábado, com três portugueses, o melhor foi, como no Tour, Rui Costa, no décimo segundo lugar. Que integrou o grupo em fuga donde sairiam Vinoukourov e o colombiano Rigoberto Uran – este com a medalha de prata – e donde o norueguês Alexander Kristoff sprintaria para o bronze!


Dois grandes campeões olímpicos: Vinoukurov – que já fora medalha de prata em Sydney – com sabor a prémio de carreira, e Wiggins, o melhor ciclista da actualidade e um dos melhores de sempre no contra-relógio.

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