Por Eduardo Louro
Mais um que foi por água abaixo. No sentido literal - não foi engolido pelas águas do Alqueva – mas há por ali muito mais água. Muitas águas e bem turvas…
É o segundo, em dois dias, a ir ao fundo. Ambos com milhares de milhões de investimento, ambos com significativos apoios do Estado. Ambos deixam milhares de pessoas a ver o emprego por um canudo…Ambos tinham nascido do ventre da polémica: um porque era megalómano e desfasado; outro, porque os milhares de milhões do investimento no Alqueva eram para irrigar o Alentejo, e não para isto!
Não é que estes dois projectos navegassem nas mesmas áreas. Nem que José Roquette seja Alexandre Alves. Mas nem por isso - nem pela diferente forma - o resultado é diferente! Nem as causas...
REPENSAR a C.G.D.
ResponderEliminarUm mui relevante aspecto que passou despercebido aos nossos respeitáveis comentadores !... Pelo vistos , todos aprovaram o PROJECTO do ALQUEVA (Reguengos de Monaraz) . Logo , é assim de presumir que este Projecto tem VIABILIDADE ECONÓMICA com evidente “rentabilidade económico-financeira” (1) . E se existem “elevados benefícios sociais” , neste trágico nosso Presente , é criminoso o abandono deste Projecto ...
Não é hoje fácil cativar o “cauteloso” investimento estrangeiro .
Portugal é um País com elevados riscos do ponto de vista do investimento . Aliás , foi este o grande argumento para o anterior Estado Socialista ter outorgado os contratos leoninos que assinou ...
A presente questão remete-se então apenas à assumpção dos elevados riscos ... É assim compreensível a honesta atitude do não menos “cauteloso” e credível investidor português . Seria justo que o Estado
assumisse os riscos sob a forma de SEGURO de CRÉDITO , sobretudo se houver elevados benefícios sociais .
E PORTUGAL nunca irá longe (2) , enquanto as importantes concretizações das políticas económicas estiverem nas mãos de banqueiros de meia tigela importados à sucapa das hostes partidárias ...(3) Não existindo um Banco de Fomento , e no INTERESSE PÚBLICO ,
o ESTADO , como accionista da C.G.D. , pode e deve interferir nas decisões da C.G.D. e evitar as caóticas a que temos vindo a assistir .
A BEM da NAÇÃO
(1) Note-se , a regra é uma activa oferta que gera uma passiva procura .
(2) Na recente História da Banca , são inúmeros os casos em que as decisões da Banca não coincidem nada com o INTERESSE NACIONAL
v.g. caso B.P.N. e outros ... Apesar de um luxuoso Banco de Portugal !...
(3) Vejam o que aconteceu ao B.C.P. ...
A Bem da Nação, concordo com muito do que diz, designadamente que há que repensar a CGD como verdadeiro Banco de Fomento Nacional, em vez de Banco de Favores aos Governos. Depois... bem, depois, é sempre a gestão do risco e, aí, cada um fica com os seus. Assim é que deve ser!
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