Convidado: Luís Fialho de Almeida
Não há limites à surpresa pelas inqualificáveis afirmações de António Borges, em sintonia com as inqualificáveis políticas de ajustamento deste governo. A enorme insensibilidade revelada e a imagem distorcida do mundo real, nomeadamente do valor do trabalho e das pequenas e médias empresas, bem como a manifesta falta de respeito pelos governados, levam-me a concluir sobre outras insensibilidades desta gente que, das humanidades e suas expressões artísticas, tem uma visão muito redutora.
Da poesia, apenas a que se segue lhes merecerá o aplauso:
Os pobrezinhos
Tão engraçadinhos
Pedem esmolinha
Com mil cuidados
Todos sujinhos
E tão magrinhos
A linda graça
Dos pobrezinhos
De porta em porta
Sempre rotinhos
Tão delicados
Os pobrezinhos
Mendes de Carvalho, “Cantigas de Amor & Maldizer” construído sobre o poema de João de Deus “Os Passarinhos"
Tão ignorantes
ResponderEliminarOs pobrezinhos....
Uns são pobrezinhos de recursos, outros de espírito e de virtude mas fartos na ignorância e no atrevimento
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