Por Eduardo Louro
O Benfica alcançou hoje a primeira vitória na Champions.
Ganhou o primeiro dos dois jogos que tinha mesmo de ganhar, mas não deverá chegar para evitar o afastamento prematuro da maior competição de cubes. Porque empatou em Glasgow um jogo que podia e deveria ter ganho, porque perdeu em Moscovo um jogo - vergonhoso, esse jogo do Benfica - que não podia ter perdido e, acima de tudo, porque surpreendentemente o Celtic ganhou hoje em Glasgow ao Barcelona, já depois de há quinze dias lhes ter posto a cabeça em água em Nou Camp.
Já não são apenas as contas que estão contra o Benfica. É também um certo sentimento de justiça: num grupo onde o primeiro lugar estava entregue aos catalães – como estaria sempre, em qualquer grupo - quem ganhasse ao Barcelona ficaria a merecer o apuramento.
Hoje o Benfica encarregou-se de corrigir a mentira que tinha permitido que chegasse a parecer verdade: o Spartak de Moscovo – como o Celtic – não é, nem nada que se pareça, uma grande equipa. Ganhou por dois a zero mas bem poderia ter ganho por cinco ou seis, não fossem alguns disparates. Da equipa de arbitragem - que à sua conta tirou dois ou três – e de um ou outro jogador: Cardozo, o herói do jogo, ficou a dever outros tantos!
A primeira parte foi francamente fraca. Como o árbitro fez vista grossa a uma falta sobre Garay (que grande jogo!) para penalti logo no primeiro minuto, que daria o 1 a 0 - porque Cardozo estava no banco e não o poderia marcar – que mobilizaria a equipa para a exibição, só a partir da segunda metade da primeira parte conseguiu começar a imprimir alguma intensidade e alguma qualidade ao jogo. A segunda parte foi melhor: teve os golos – os que contaram, os que não contaram e os que deveriam ter sido concretizados – que Oscar Cardozo desbloqueou e confirmou algumas boas exibições: do Artur, muito bem no que teve para defender, dos dois centrais (com Garay soberbo), do Melgarejo uma aposta - em que nunca acreditei - que já está a ser ganha, do André Almeida, do Ola John, nem sempre muito consequente mas a ir começando a juntar eficácia ao espectáculo, e do próprio Cardozo, mesmo que continue sem saber marcar penaltis. Mas também com algumas exibições menos conseguidas, em especial do Maxi que há muito vem sendo o jogador mais deficitário da equipa, sem que se lhe veja alternativa. Começam a ser muitos os lugares onde faltam titulares e alternativas!
É uma pena que o Benfica tenha dito adeus à champions há quinze dias atrás, porque não pode ser uma pena o Celtic ganhar ao Barça. Pena é não conseguir lutar como os escoceses fazem!
Resta agora a Liga Europa, donde agora sobra vantagem sobre estes mesmos russos!
Teria sido uma jornada perfeita tivesse o jogo de Braga terminado aos 80 minutos. Mas não terminou, e em 10 minutos o Braga viu uma vitória de 1 a 0 transformar-se rapidamente numa imerecida derrota. Nos últimos minutos o Manchester United fez três golos, repetindo ma reviravolta de há quinze dias. Curiosamente, com duas derrotas em casa – o pleno no insucesso – e no último lugar do seu grupo, são bem mais fortes as probabilidades do Braga que as do Benfica.
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