segunda-feira, 5 de novembro de 2012

TOO CLOSE TO CALL

Por Eduardo Louro


 


Os americanos votam hoje para escolher o seu presidente. Dizem as sondagens que há empate técnico, que não é certo que Obama bata Romney… O que acharia estranho se não tivesse os americanos em tão má conta!


É verdade, até pode ser preconceito, mas acho mesmo que um país desenvolvido – o mais desenvolvido, acham eles - com as crenças e práticas religiosas que por lá se encontram, fechado sobre si mesmo, onde apenas 4% da população tem passaporte, não pode ser tido em grande conta. Admitir que gente que diz que a mulher não engravida por violação, porque o seu organismo dispõe de mecanismos de defesa para o efeito, possa mandar na ainda maior potência mundial faz-me alguma comichão!


Mas enfim, é assim …


Fui dos que, há quatro anos, vibraram com a eleição de Obama. Mas também dos que viram frustradas as esperanças que aí tinham depositado. Hoje, Obama já não tem só a energia que tinha há quatro anos: também já não tem a capacidade de nos fazer sonhar. Mas, mesmo assim, se eu pudesse votar – provavelmente não faz sentido, mas acho que todos os cidadãos ocidentais deveriam poder votar na eleição presidencial americana -, voltaria a votar Obama!


Não sei se o Sandy tem influência na votação: houve quem dissesse que sim, que Obama estaria a tirar dividendos da gestão da crise, mas a verdade é que as sondagens não desequilibram. Mas parece que vai ter influência no apuramento dos resultados – muitos sistemas de comunicações continuam ainda por recuperar, muita coisa está ainda por repor, como se percebeu pela anulação da maratona de Nova Iorque.


O suspense irá, até por isso, ser maior, mais polongado que em 2000, quando o Bush (filho) ganhou a Al Gore, mesmo com menos votos.


Serão muitos os too close to call!


 

3 comentários:

  1. Ola',

    Se tomarmos em conta que o grau de civilidade e logo de humanidade se pode medir pela abolição ou não da pena de morte, então / salvo exceções (Nova Iorque, por exemplo) / os usa não são um pai's civilizado.

    Abraço,

    Nuno

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    1. Claro, completamente de acordo, Nuno. A pena de morte não é compatível com civilização, como tantas outras práticas enraizadas na América profunda, profundamente reaccionária.

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