quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

COISAS DA JUSTIÇA II

Por Eduardo Louro


 


Os crimes chamados de colarinho branco continuam impunes. Em Portugal, como se sabe, quem tem dinheiro encontra sempre forma de fugir à Justiça, pagando bem a advogados que vão encontrando sempre mais um papel para juntar ao processo, mais uma aclaração e mais umas centenas de testemunhas para arrolar. Que aparecem depois nas televisões a queixar-se da morosidade…


As burlas com o Fundo Social Europeu são apenas os progenitores do Furacão, do BPN e de não sei quantos outros crimes que nos trouxeram até aqui. Três décadas depois só se ouve falar deles porque prescreveram … ou, às vezes, ainda por piores razões: ainda há pouco se falava da UGT, e da forma como, por elas, para sempre ficara refém do(s) governo(s).


Agora foi o famoso caso Partex, mas há mais, muitos mais, que a coberto de um sistema ultragarantístico, desenhado à medida dos projectos de poder, vegetam durante décadas até à morte final, tranquila e redentora…


 

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