quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O efeito dominó

Por Eduardo Louro


 


O governo, ao contrário do que prometera no briefing de ontem, não tirou tudo a limpo. Borrou ainda mais a pintura, mesmo  que para o secretário de estado desse no mesmo. Demitiu-se. Obviamente!


Não podia ser de outra forma, mesmo que Joaquim Pais Jorge continue a pretender trocar as voltas à verdade, como faz na carta - que também não é carta de demissão – que tornou pública, supostamente a justificar a decisão. E é uma demissão que apenas pecou por tardia!


Em boa verdade o pecado capital está antes, na nomeação. Na escolha que a ministra das finanças fez para se fazer substituir a si própria. Pecado que, não houvesse outras razões - e há -, seria suficiente para arrastar também a sua queda.


De resto é hoje claro que apenas o efeito dominó impede a queda da ministra: justamente a peça que, tombando, arrastaria na queda o primeiro-ministro, e naturalmente o sólido e coeso governo que formalmente lidera. Por isso, e só por isso, não tombou já!


 

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