domingo, 29 de setembro de 2013

Que se lixem as eleições - parte II

Por Eduardo Louro


 


 


Pedro Passos Coelho reconheceu que o partido que lidera - e que juntamente com o país conduz para o abismo - sofreu uma das piores derrotas da sua história.


Recusou, no entanto, qualquer leitura nacional dos resultados destas autárquicas e reafirmou o caminho que tem vindo a seguir. Se não for de todo compreensível - se calhar é este o verdadeiro significado do célebre "que se lixem as eleições"- é pelo menos aceitável que o faça. Nem todos têm capacidade de perceber o pântano!


O que não é de todo aceitável é que Passos Coelho diga, como disse, que os resultados eleitorais de hoje também têm a ver com a aposta do PSD em “candidaturas que não cederam ao populismo, e com os pés assentes na terra”. Poderia não deixar de passar de anedota, da anedota desta noite eleitoral. Mas dei por mim a chamar-lhe aldrabão... E a lembrar-me de Sócrates: está a ficar igualzinho!


 

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