quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mais que uma linha de sucessão

Por Eduardo Louro


 


 


A propósito do novo mapa judiciário ouvi hoje, na Antena 1, Elina Fraga, a nova bastonária da Ordem dos Advogados (OA), dizer que fechar tribunais é afastar os cidadãos da Justiça e convidá-los à Justiça pelas próprias mãos.


Achei essa declaração deplorável e altamente demagógica. Tão demagógica que me lembrou logo o seu antecessor, numa afinidade que me remeteu inevitavelmente para uma ideia de sucessão dinástica. Marinho Pinto abriu uma dinastia na OA a que esta senhora simplesmente dá continuidade, pensei eu, sem deixar de lhe reconhecer alguma desenvoltura no discurso.


Desenvoltura, que não originalidade. É que, afinal, o sound byte que feriu a minha sensibilidade e me fez disparar o alarme da demagogia não é sequer original. Nem novo, já tem pelo menos dois anos!


Pois, há ali mais que uma simples linha de sucessão... Não é uma dinastia, é a mesma coisa por entreposta pessoa!

2 comentários:

  1. Sempre me fez alguma impressão o modo como pessoas com posições de elevada responsabilidade conseguem ser tão primariamente seguidistas nas palavras, o que faz pensar que também o serão nas ideias e nos actos. Pensar com a própria cabeça deve doer-lhes que se farta! Não deixa de ser curioso que aqueles que mais parecem insurgir-se contra o sistema, se mostrem quase sempre, de uma maneira ou de outra, tão amarrados ao passado.

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