Por Eduardo Louro
Quando há duas semanas aqui manifestei o meu receio pela ameaça que a crise ucraniana representava para a paz na Europa houve muita gente que achou que era um exagero. Quando, dias depois, o presidente ucraniano foi deposto e fugiu, logo se fez a festa. Os bons tinham ganho e os maus perdido, e tudo estava resolvido. Qual ameaça qual quê!
O mal não está em que opinadores e fazedores de opinião tenham achado isso. O mal está em que quem mais obrigação tem de velar pela paz na Europa tenha afinado pelo mesmo diapasão. O mal é que estes senhores que mandam na Europa não tenham percebido a gravidade do que estava a acontecer e que não havia nada para festejar. Que - apenas - essa ameaça crescia todos os dias a passos largos...
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