sexta-feira, 30 de maio de 2014

Coisas intragáveis

Por Eduardo Louro


 


Legisla-se por tudo e por nada. E para tudo e para nada, engordando a burocracia e o funcionalismo, cada vez mais zeloso da coisa. Nascem e crescem interesses ilegítimos, que alimentam poderes obscuros. Que tecem as teias que capturam nobres iniciativas e se enchem de boas intenções.


Algumas (iniciativas) fogem da teia e avançam. Dê por onde der, e já que estão na clandestinidade, não encontram limites nem barreiras. Acabam a crescer à margem de tudo, e ao arrepio do interesse colectivo. Justamente do que as leis, a burocracia e os funcionários zelosos, em vão, se dizem guardiões…


É sempre assim. O Estado penaliza sempre os que se dispõem a cumprir … E acaba sempre por beneficiar quem não hesita em passar ao lado das dificuldades que ele próprio cria. Acaba sempre por regularizar o irregular, sempre em benefício do infractor… 


É também disto, ou fundamentalmente disto, que se faz o endémico atraso do país…

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